Harmonização facial: conheça a técnica que promete um rosto mais jovem e proporcional sem cirurgia

Colaboradores Yahoo Vida e Estilo
(Foto: Getty Images)
(Foto: Getty Images)

Por Luana Kondrat

Não é de hoje que diversas mulheres do mundo todo buscam por procedimentos estéticos para sentir-se bem consigo mesmas. Para aquelas que querem melhorar o aspecto do rosto, mas sem ter que passar por uma cirurgia de grande porte, a harmonização facial surge como uma ótima opção.

“Com o tempo a face vai se modificando. É normal perdemos 1/3 de volume na parte superior e ganharmos 1/3 de volume na inferior. Com isso, surgem sulcos e, com eles, sombras em determinadas áreas do rosto, o que causa o aspecto envelhecido”, explica o cirurgião plástico e diretor da Clínica Maddarena, Vitório Maddarena. É aí que a técnica entra em cena: a harmonização facial procura driblar esse incômodo realçando ângulos e linhas de beleza. Agora, descubra o que a técnica pode oferecer para você e prepara-se para sentir a diferença logo na primeira sessão.

Receba no seu Whatsapp as novidades sobre o mundo dos famosos (e muito mais)

O que é a harmonização facial?
Trata-se de uma técnica pouco invasiva que usa diversos tipos de preenchimentos faciais para prevenir o envelhecimento, realçar regiões do rosto ou corrigir pequenas falhas. Ou seja, “para volumizar estruturas da face e melhorar as proporções globalmente”, conta a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance. Mas, antes de ser realizada é preciso um exame clínico que avalia o rosto como um todo, o que incluí a estrutura óssea, a qualidade da gordura, dos músculos e dos ligamentos. A partir disso é que se determina onde os preenchedores serão utilizados, completa a médica. Importante lembrar: a técnica não é capaz de fazer com que o rosto fique simétrico, já que a assimetria constitucional é natural e faz parte de quem somos. Inclusive, deixa-lo simétrico pode descaracteriza-lo e esse não é o objetivo do procedimento, esclarece o Dr. Jardis Volpe, dermatologista e diretor clínico da Clínica Volpe.

Como é feita?
Para alcançar os resultados desejados utiliza-se ácido hialurônico e, em alguns casos, toxina botulínica – o famoso botox. “Inicialmente determina-se onde é preciso fazer pontos de ancoragem e/ou revolumização. Também é avaliada a necessidade de relaxamento de músculos muito tensos. Em seguida, prepara-se a pele para aplicação dos produtos indicados – neste passo são utilizadas agulhas ou microcânulas, esclarece o Dr. Vitório Maddarena. Dependendo da estrutura a ser tratada, o preenchimento pode ser injetado profundamente, próximo ao osso, na gordura (subcutâneo) ou sob a pele. Para isso, existem produtos com diferentes coesividades, ou seja, mais ou menos espessos, específicos para cada plano de tratamento, conta Dra. Beatriz Lassance.

Em que áreas do rosto a técnica é trabalhadas?
Maçãs do rosto, ângulo da mandíbula, mento (queixo) e nariz são as áreas mais trabalhadas e que conferem jovialidade e leveza a face. A vantagem é que diversos incômodos podem ser tratados de uma vez. O bigode chinês, ou o sulco nasogeniano, costuma aparecer por conta da diminuição da parte óssea da maçã do rosto que, com o tempo, fica retraída e faz com que os tecidos “caiam” e dobrem, formando o sulco na região. Na hora de preencher, usa-se ácido hialurônico de alta coesividade sobre o osso, o que simula o aumento dessa estrutura óssea. O problema pode ser também a perda de gordura da área das bochechas, que ocorre com emagrecimento ou envelhecimento. Neste caso, o preenchimento é feito com ácido hialurônico mais maleável, “enchendo” a bochecha novamente e, consequentemente melhorando o sulco, exemplifica a Dra. Batriz.

Outra queixa bem comum é a linha de marionetes – que são aquelas rugas nos cantos inferiores da boca, próximo ao queixo. A causa são várias: falta de queixo, mandíbula muito pequena ou para trás. O tratamento procura aumentar o mento com ácido hialurônico, o que melhora também a falta de ângulo entre a mandíbula e o pescoço. Para se ter uma ideia da eficácia, um nariz grande pode ser corrigido com o aumento do queixo, deixando as proporções mais equilibradas, explica a cirurgiã plástica. “Esse tratamento pode ser feito em partes e, ao final de cada uma delas já dá para ver o resultado. Uma vez determinadas as etapas, todas elas podem ser feitas no mesmo dia ou com intervalos de semanas ou meses”, finaliza o Dr. Vitório Maddarena.

Saiba mais: Bailarina Thais Carla posa nua e comemora: ‘Livre pra ser quem sou’

Para quem o tratamento é indicado?
A técnica pode ser feita por homens e mulheres que querem realçar certas regiões do rosto, prevenir e tratar os sinais do envelhecimento e para pequenas correções faciais. É por isso que a avaliação de um médico especialista é tão importante – é ele quem vai indicar as áreas que podem ser trabalhadas e se os resultados serão perceptíveis. Em peles com muita flacidez, por exemplo, o efeito pode não ser satisfatório, explica a Dra. Beatriz Lassance. Ela ressalta ainda que gravidas e pacientes que apresentem doenças infecciosas ou que estejam em tratamentos que diminuam a imunidade do organismo não podem se submeter ao procedimento pois sempre há risco de infecção.

A técnica é temporária?
Sim. A duração média varia entre 10 a 24 meses dependendo do produto e do local injetado – quanto maior a profundidade e a coesividade do preenchimento, maior é o tempo de ação. “O fato de ser temporária é uma vantagem, pois é rápida para fazer e não requer recuperação prolongada, podendo voltar às atividades imediatamente”, conta o cirurgião plástico Vitório.

Com quem fazer a harmonização facial?
Os profissionais mais indicados são médicos cirurgiões plásticos ou dermatologistas. Em ambas as especialidades é necessário o título de especialista. Caso o procedimento não seja feito pela pessoa adequada as consequências podem ser irreversíveis. Isso porque, a face é rica em estruturas delicadas, isto é, que exigem um alto suprimento de glicose e oxigênio. Uma vez danificadas podem causar deformidades, necrose, perda de visão e até mesmo a morte, alerta o Dr. Vitório Maddarena. Lembre-se: preenchimentos de boa qualidade custam caro logo, desconfie do baixo custo ou do profissional que não mostra ao paciente o produto utilizado, ressalta a Dra. Cirurgiã plástica Jéssica Zarro. Outro alerta importante, aponta a Dra. Beatriz, é o uso do PMMA, um preenchimento permanente que, em longo prazo, pode apresentar complicações que são impossíveis de reverter.