Mourão afirma que não autorizou uso de sua imagem em convocação para protestos em 15 de março

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que não autorizou a utilização de sua imagem para a convocação de manifestações contra o Congresso. Mourão, no entanto, afirmou que os protestos "fazem parte da vida democrática" e que é preciso conviver com eles.

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— Não autorizei o uso de minha imagem por ninguém. Quanto aos protestos, fazem parte da vida democrática e temos de conviver com eles — disse Mourão ao GLOBO.

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Uma imagem de convocação para o protesto trazia a imagem de Mourão, além de outros três generais: o ministro da Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno; o deputado federal Roberto Peternelli (PSL-SP) e o secretário de Segurança Pública de Minas Gerais, Mario Araujo. "Vamos as ruas em massa. Os generais aguardam as ordens do povo", dizia o texto.

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Na segunda-feira, o general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo, criticou a utilização da imagens dos militares. "Confundir o Exército com alguns assuntos temporários de governo, partidos políticos e pessoas é usar de má fé, mentir, enganar a população", escreveu Santos Cruz, em sua conta no Twitter.

Os atos foram marcados por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro em defesa do governo, dos militares e contra o Congresso. Também há críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). A mobilização ganhou força na semana passada, após Augusto Heleno ter atacado parlamentares, acusando-os de fazer "chantagem".

Na terça-feira, Bolsonaro compartilhou por WhatsApp um vídeo convocando para as manifestações. Amigo do presidente, o ex-deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF) confirmou ao GLOBO ter recebido o vídeo de Bolsonaro. Na manhã desta quarta, sem fazer referência direta ao episódo, o presidente disse que as mensagens trocadas com amigos pelo celular são "de cunho pessoal".

Embora não haja referência ao Congresso ou ao STF no vídeo, a peça deixa explícita a chamada para os atos do dia 15 que têm sido convocados também como protesto contra as duas instituições.

Após compartilhar protesto, Bolsonaro diz que mensagem foi de ‘cunho pessoal’

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira que as mensagens trocadas com amigos pelo celular são "de cunho pessoal". A afirmação ocorreu um dia após Bolsonaro compartilhar por WhatsApp um vídeo convocando a população para atos contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF), marcado para ocorrer no dia 15 de março.

Em texto publicado em suas redes sociais, o presidente não fez referência direta ao episódio, mas afirmou que troca mensagens "de forma reservada" com "poucas dezenas de amigos" no aplicativo de mensagens. Na mensagem, Bolsonaro também afirma que usa suas redes sociais para manter "uma intensa agenda de notícias não divulgadas por parte da imprensa tradicional".

Com FOLHAPRESS e AGÊNCIA O GLOBO