No PES, GuiFera realiza sonho e chega ao Barcelona

'GuiFera', no centro, com seus companheiros de Barcelona (Divulgação/Barcelona)

Por Felipe Portes

Quando o Barcelona acertou a contratação de Ronaldinho, junto ao Paris Saint-Germain, em 2003, muitos esperavam o sucesso estrondoso do craque, campeão mundial em 2002, com a camisa blaugrana. Afinal, antes dele, outros gigantes do futebol brasileiro abriram caminho, como Romário, Ronaldo e Rivaldo, com grande sucesso. Fato é que, desde os gols do Baixinho na primeira metade dos anos 1990, floresceu uma boa relação entre brasileiros e catalães. Todo menino que desponta no esporte acaba nutrindo o sonho de vestir aquelas cores. Nos esports, não é diferente.

SIGA O YAHOO ESPORTES NO INSTAGRAM
SIGA O YAHOO ESPORTES NO FLIPBOARD

Trilhando o caminho que até 2019 nenhum outro brasileiro havia percorrido na plataforma do PES, Guilherme Fonseca, o GuiFera, é o mais novo representante da equipe do Barcelona. Apresentado ao fim do ano passado juntamente com o mineiro Henrykinho, o ex-atleta do Santos se mudou para a cidade de Terrassa, na Espanha. E agora vive o sonho de conquistar novos títulos mundiais na categoria.

Leia também:

Duas vezes campeão mundial, no individual e no cooperativo, GuiFera terá o espanhol The_Palma como companheiro no Barça. E prevê boas temporadas em sua nova fase catalã. Conversamos com ele, que nos ofereceu uma perspectiva sobre as mudanças recentes na sua vida, bem como seu início no futebol virtual, que, a princípio, era apenas para fins casuais. 

No PES, é a primeira vez que brasileiros se aventuram em clubes europeus de esports. Como se sente, ao lado do Henrykinho, como pioneiro do país nesse segmento?

Eu e Henrique bem felizes por esse pioneirismo. Esperamos abrir as portas para mais brasileiros participarem desse campeonato. O clube nos recepcionou muito bem, estamos nos sentindo muito satisfeitos e trabalhando muito forte para alcançar os objetivos.

Que tipo de objetivo foi traçado pelo Barça para a equipe na modalidade? Vocês dois somam quatro títulos brasileiros no PES, tanto no solo quanto no modo coop. O que os catalães definiram como objetivo para o trio? (Saúl The_Palma, espanhol, é o terceiro elemento do time.)

O objetivo nosso, assim como o do Barcelona, é chegar à fase eliminatória do Mundial de PES. Mas sempre almejaremos o título, vamos nos esforçar muito para isso.

Em que patamar coloca os jogadores brasileiros no cenário atual de PES? Espanhóis, italianos (a Juventus abriu uma equipe de esports) e franceses estão em que nível, na sua opinião?

Ah, em questão de número e qualidade dos jogadores, vejo que o Brasil é o que mais tem atletas capacitados. Foi bom que eu e o Henrykinho viéssemos para o Barcelona, pois agora vão olhar mais para os brasileiros, que tem muito potencial. Uma nova safra está surgindo, mas ainda temos alguns nomes que ocupam o cenário há bastante tempo.

Como está encarando a mudança e a adaptação ao Barça? O que mudou, estruturalmente, em relação à sua fase pelo Santos? De que forma enxerga a vida na Espanha nesses primeiros meses, no sentido de dificuldades e conquistas pessoais?

Eu sempre gostei de desafios. É difícil, é diferente passar tanto tempo longe da família, mas estamos nos entendendo bem, o Barcelona nos ofereceu uma estrutura bacana, um apartamento aconchegante, ainda não passamos nenhum aperto. Estamos nos virando na cozinha e até agora está indo tudo bem. Claro que é uma fase de adaptação, mas em breve estaremos acostumados com essas novidades.

Você já havia jogado ao lado do Henrykinho? Como está sendo a parceria e o que enxerga como ponto forte no jogo dele?

Não, a gente nunca tinha jogado junto. Só nos enfrentamos em torneios 1x1. Estamos indo bem, pensamos parecido dentro do jogo. A principal característica dele é o ataque, ele gosta muito de contragolpes rápidos, pois é mais difícil para que os adversários marquem, precisamos ser objetivos. Isso, em uma disputa cooperativa 3x3 é bem positivo para nós e pode fazer toda a diferença.

Quando começou a sua vida no PES, provavelmente na infância, pensava que poderia conhecer o mundo por causa do jogo? O que te levou a competir profissionalmente?

Eu comecei a jogar apenas por diversão. Desde os quatro ou cinco anos eu brincava, muito porque meu pai e meu avô gostavam muito de videogame, e de Winning Eleven, na época, que hoje é o E-Football PES. Também desafiava meus amigos, mas nunca pensei em chegar nesse nível. É outro sonho realizado, mas trabalharei muito mais para alcançar novos objetivos dentro do PES.

A concorrência com o FIFA tem sido muito forte para o PES. Qual caminho você crê que a franquia deva seguir para retomar o protagonismo no setor? Quais mudanças você teria em mente para propor, pensando no futuro do PES?

Acho que o PES tem que continuar focando em competições. Até porque está crescendo o número de jogadores que sonham em participar de eventos mundiais. Então, se o PES focar mais na seletiva para as etapas internacionais, creio que será muito positivo. O que gosto no FIFA é que o jogo oferece qualificatórias semanais online, acho que o PES poderia acrescentar isso também. Na jogabilidade está tudo bem, muito bom. Poderia corrigir alguns aspects, mas creio que com a chegada do PS5, a franquia continuará crescendo, mas sem deixar de lado o jogo casual, que é pensado para quem quer apenas se divertir.

Siga o Yahoo Esportes

Twitter | Flipboard | Facebook | Spotify | iTunes | Playerhunter