Guedes fala em 'passaporte da imunidade' para curados da Covid-19 e ganha apoio do Ministério da Saúde

João Paulo Saconi e Leandro Prazeres
(Foto: SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse neste sábado que um "passaporte da imunidade" para pessoas curadas após desenvolverem a Covid-19 pode ser uma possibilidade para que o Brasil possa conseguir, futuramente, tirar profissionais do isolamento em meio à crise causada pelo avanço do novo coronavírus. A ideia ganhou o apoio de João Gabbardo, secretário-executivo e número dois do Ministério da Saúde.

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Em transmissão ao vivo com empresários, Guedes afirmou que conversou com "um amigo da Inglaterra" sobre a ideia na manhã deste sábado e disse que enviou informações sobre ela para o ministro Luiz Henrique Mandetta, da Saúde.

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— Hoje de manhã, conversávamos com um amigo da Inglaterra que criou o passaporte da imunidade. Ele faz 40 milhões de teste e coloca disponível para nós brasileiros, 40 milhões de testes por mês. Já mandei para o ministro Mandetta, para o chefe da Casa Civil, ministro Braga Netto e para o presidente Jair Bolsonaro. Ou seja, se você fez o teste e deu positivo, você pode circular. Você fez o teste e deu negativo, você tem que ir para casa. Não é agora. Agora nós estamos em isolamento. Nós estamos planejando uma saída, lá na frente e termos esse teste em massa. As pessoas vão sendo testadas, pode ser semanalmente e quem estiver livre, continua trabalhando.

Questionado sobre a possibilidade levantada por Guedes durante coletiva de imprensa promovida pela Saúde, Gabbardo dsse que desconhecia a expressão "passaporte da imunidade", mas declarou que a pasta é favorável a eventuais medidas neste sentido.

— Isso faz parte do plano do Ministério da Saúde e nós somos totalmente favoráveis a isso — afirmou Gabbardo, justificando: — Nós queremos que o profissional de saúde, se ele estiver com sintomas e ficar isolado, ele pode sair do isolamento um pouco mais cedo se a gente tiver a confirmação de que ele está imunologicamente com segurança para sair de casa e voltar para o trabalho. Vamos ter uma parte da nossa população que já terá passado da transmissão e poderá ter contato com a sociedade. Isso é muito importante.

Gabbardo, que subsituiu Mandetta neste sábado, fez referência a profissionais de saúde como os portadores primários desse "aval" para circular após a garantia imunológica.

— Ela pode ter contato com o idoso, com a criança, pode ir à escola, pode ir ao trabalho. Porque ela não vai mais ter possibilidade de transmitir a doença, porque ela já teve e não existe, pelo menos até o momento, nenhuma comprovação de que alguém possa ter uma reinfecção. E mesmo que possa ter uma reinfecção, ele já vai ter anticorpos, uma imunidade que com certeza vai ser positiva para o enfrentamento da doença.

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