Guedes culpa 'erro de redação' por MP que suspendia contratos sem pagamentos

Paulo Guedes durante coletiva em 16 de março de 2020 (Andre Coelho/Getty Images)

Pouco após o presidente da república Jair Bolsonaro (sem partido) voltar atrás sobre a medida provisória 927, que permitia a suspensão de contratos de trabalho sem pagamento de salário, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o trecho continha um erro de redação.

“A suspensão de salário jamais foi considerada. Houve um erro na redação da MP”, afirmou Guedes em entrevista ao jornal O Globo. “O que se queria era evitar as demissões em massa, dando alguma flexibilidade de salário, mas com o governo complementando, como está sendo feita em várias economias.”

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Na noite de domingo (22), Bolsonaro postou em seu Twitter um print da MP 927, com um trecho que especificava que empregadores poderiam suspender os contratos de trabalho por até quatro meses pagando uma ajuda de custo ou zero remuneração.

Já na manhã de segunda (23), o presidente usou a rede social novamente para tentar desmentir a interpretação das pessoas sobre a medida provisória.

Menos de quatro horas após o tweet, o presidente voltou a usar sua conta no Twitter para revogar o artigo que falava sobre a suspensão dos contratos de trabalho sem compensação financeira.

Na última semana, o governo tinha anunciado medidas totalmente diferentes da que Bolsonaro publicou inicialmente neste domingo. Nas medidas listadas, os empregadores poderiam reduzir pela metade salários e jornada de trabalho de funcionários, enquanto os empregados com renda mais baixa poderiam antecipar um percentual do seguro-desemprego.

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