Gucci é boicotada após acusações de racismo

Erik Paulussi
Gucci é criticada após peça de roupa considerada racista (Reprodução)
Gucci é criticada após peça de roupa considerada racista (Reprodução)

A Gucci era a marca do momento. Cobiçada, vestida pela maioria das celebridades e citada em diversas letras de músicas, os italianos estão sofrendo boicotes de diversos famosos após acusações de racismo.

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O problema todo começou na última semana, quando um suéter com balaclava foi colocado à venda no e-commerce da loja por US$ 890. A peça traz um contorno vermelho na abertura da boca e foi rapidamente acusada nas redes sociais de fazer o “blackface” – pintar o rosto de preto, uma forma de ofensa racial.

Para piorar a situação, eles ainda associaram a peça com Sambo, um personagem dos Estados Unidos datado de 1899 que ilustrava um jovem negro da forma mais estereotipada e preconceituosa possível.

E num final de semana onde Grammy e Bafta Awards encheram tapetes vermelhos com figuras ilustres da música e do cinema, o que não faltou foi boicotes à marca.

Um dos críticos foi Spike Lee. O diretor de cinema, indicado ao Oscar por Infiltrado na Klan, garantiu que não usará Gucci por um bom tempo. “Não usarei mais Gucci ou Prada até que eles contratem alguns designers negros para estar ‘na sala quando isso acontecer'”, publicou em seu Instagram.

O diretor ainda relembrou o caso da Prada, em dezembro do ano passado, que lançou pingentes

Na música, os rappers T.I. e Soulja Boy sugeriram que as pessoas deixem de comprar produtos da marca por três meses, e até parem de usar ítens da empresa italiana.

Pedido de desculpas

A Gucci rapidamente removeu a peça polêmica de seu e-commerce e emitiu uma nota pedindo desculpas pelo ocorrido. “Nos desculpamos por qualquer ofensa causada pela peça. Consideramos diversidade um valor fundamental para ser relevante, respeitado e é um dos pilares em qualquer decisão que tomamos”, afirmaram em nota.