Gucci é acusada de apropriação cultural após colocar turbante à venda

Amanda Caroline
Gucci - outono/inverno 2018 (Foto: Jonas Gustavsson/Sipa USA)
Gucci - outono/inverno 2018 (Foto: Jonas Gustavsson/Sipa USA)

Tem grife de luxo no centro de uma polêmica e tanto, que movimentou o mundo da moda nos últimos dias! A Gucci foi acusada de apropriação cultural após colocar à venda um turbante que apresentou em desfile na temporada de outono/inverno de 2018.

A peça estava disponível no site da Nordstrom por 790 dólares, quase R$ 3.250 mil, mas saiu do ar após dividir opiniões.

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Muitas pessoas nas redes sociais alegaram que o acessório ofende o sikhismo, religião de origem indiana. O turbante é característico dos devotos e, segundo a Coalisão Sikh, ele não é um objeto fashion.

“Quando empresas se apropriam de artigos religiosos, eles não levam em consideração a discriminação que os sikhs enfrentam ao aderir aos princípios de sua fé", escreveu a organização no Twitter.

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Quem também critica a Gucci fala sobre a banalização do turbante. “Ele não é uma acessório da moda para modelos usarem como chapéus", disse um influenciador de origem indiana.

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“Sério que vocês estão usando a minha cultura para fazer dinheiro?", comentou uma usuária no Twitter. Outra internauta escreveu na rede social que seu povo “é discriminado e até morre por usar turbante”.

A Gucci não se pronunciou sobre a polêmica em torno da peça. No Twitter, a Nordstrom pediu desculpa a quem se sentiu ofendido e contou que decidiu não comercializar mais a peça. “Nossa intenção nunca foi desrespeitar uma religião ou cultura”, disse a marca.

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