Guarda-roupa inteligente: 7 dicas para ter um armário versátil e funcional

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Guarda-roupa inteligente (Foto: Reprodução/ Pinterest)
Guarda-roupa inteligente (Foto: Reprodução/ Pinterest)

Por: Robert Lucian

Você provavelmente já ouviu falar em armário cápsula. A proposta é simples: ter um número limitado (e baixo) de roupas básicas e versáteis que permitam uma grande variedade de looks práticos e interessantes.

O assunto virou tendência em 2014, impulsionado pela norte-america Caroline Rector, autora do blog Unfancy, que se tornou referência no tema. O conceito se mantém em alta nas pautas de moda desde então, mas na verdade é muito mais antigo que isso: foi criado na década de 1970 pela estilista londrina Susie Faux e popularizado pela americana Donna Karen.

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Em linhas gerais, o armário-cápsula é formado por um número que deve variar entre 30 e 40 peças curinga que combinem facilmente entre si. Os benefícios: mais praticidade na hora de montar looks para o dia a dia, menos tempo cuidando de suas roupas (já que não são tantas) e menos dinheiro gasto em novas compras, uma vez que o limite máximo de itens deve ser respeitado.

Na prática, porém, a proposta acabou ganhando uma conotação muito minimalista, caracterizada por um visual clean e cores neutras. Não há nada de errado com os looks básicos e as cores sóbrias, mas há quem não se identifique com essa estética.

Um conceito um pouco mais atual vem conquistando espaço nesse cenário: o guarda-roupa inteligente. Nessa nova abordagem, conhecer seu estilo e saber aproveitar suas roupas é muito mais importante do que estabelecer um número máximo de peças.

Há espaço para cores fortes, estampas chamativas, peças statement e até tendências. A essência da proposta é que o guarda-roupa seja funcional e que, independentemente de quantas sejam, nenhuma peça fique parada por muito tempo no seu armário ou seja usada sempre de uma única maneira. Assim é possível obter benefícios similares aos do armário cápsula, porém de forma mais orgânica e autêntica.

Quer otimizar seus looks do dia a dia sem perder sua identidade visual e explorar ao máximo as possibilidades de seu armário? Confira estas dicas para montar um guarda-roupa inteligente.

Conheça seu estilo

Saber o que melhor te representa é a chave para um guarda-roupa funcional. Pense não só na imagem que quer ter, mas também no que seu estilo de vida e sua rotina requerem. Assim você pode fazer escolhas que atendam bem às suas necessidades diárias e preferências estéticas. Talvez você precise de roupas sóbrias para o dia a dia de trabalho, mas goste de um visual mais criativo para as horas vagas. Invista em peças que transitem facilmente entre os diferentes contextos do seu cotidiano.

Conheça seu estilo (Foto: Reprodução)
Conheça seu estilo (Foto: Reprodução)

Esqueça as fórmulas

Um guarda-roupa inteligente não é sobre o número de peças que você tem. É sobre as possibilidades que ele lhe oferece e na fluidez com que ele funciona. Em vez de se prender a um limite máximo de roupas, pense na dinâmica de todos os itens de seu armário juntos. O ideal é que quase tudo permita combinações harmônicas entre si. Assim, além de permitir looks práticos para o dia a dia, a chance de ter peças subutilizadas é menor.

Defina uma paleta de cores

Combinar cores é uma tarefa difícil para muita gente, mas isso não significa que você precisa se limitar ao quarteto preto, branco, bege e jeans para ter um armário versátil. Definir uma paleta de cores pode ajudar a escolher peças que, mesmo coloridas, permitam combinações harmônicas (*) e que conversem com seu estilo. Comece com suas cores preferidas e a partir delas selecione outras que as complementem bem ao seu gosto. Você pode expandir essa paleta gradativamente, sempre pensando na dinâmica da nova cor com as que já fazem parte da sua rotina.

Tem espaço para peças diferentonas, sim

Todo mundo tem aquela roupa que é dificílima de usar de formas diferentes e dar cara nova. Acontece muito com vestidos, principalmente aqueles super estampados, longos ou muito volumosos. Isso não torna seu guarda-roupa menos inteligente. A chave é garantir que peças pouco (ou nada) versáteis sejam minoria absoluta no seu armário. Elas devem ser exceção, enquanto todas as outras obedecem à regra que é oferecer grande variedade de opções.

Estampas diferentes  (Foto: Reprodução)
Estampas diferentes (Foto: Reprodução)

Pode ter estampas também!

Estampas sempre geram dúvida quando o assunto é guarda-roupa inteligente. Muita gente acha que deve evitá-las ou que elas só podem estar presentes em cores neutras mas não é verdade. Estampas são mais que bem-vindas. Siga a paleta que você definiu para seu armário para maximizar as possibilidades. Aposte nas clássicas, como listras, poá e florais, se você tiver dificuldades em criar combinações harmônicas.

Pode ter estampas também! (Foto: Reprodução/ Pinterest)
Pode ter estampas também! (Foto: Reprodução/ Pinterest)

Pegue leve nas tendências

Peças de tendência são campeãs entre as que costumam ficar esquecidas no fundo do guarda-roupa. Algumas vezes a questão é a rapidez com que ficam obsoletas. Outras, o motivo é que o impulso de embarcar no hype não nos dá a chance de perceber a dessintonia entre o must have do momento e nosso estilo. Por isso, cuidado redobrado com as tendências. Dê prioridade às mais duradouras e sempre pense com calma na performance da peça escolhida no seu armário e na sua rotina.

Fique atenta às proporções

Peças de cima, como blusas e camisas, têm maior impacto no visual do que as de baixo. Isso porque estão mais próximas do rosto, que é o ponto focal de nossa imagem. Por isso é importante que elas sejam maioria no guarda-roupa, tanto em quantidade quanto em diversidade. Uma boa métrica é ter pelo menos três partes de cima para cada parte baixo. Lembre-se também que os acessórios são aliados importantes na hora de multiplicar looks.

Vale ressaltar que...

Ter um guarda-roupa inteligente, além de prático para o dia a dia, é uma ótima maneira de reduzir gastos desnecessários, evitar excessos e consumir com mais consciência. Mas é importante ter clareza de que esse é um processo gradativo e extremamente pessoal. Nossas compras não são sempre motivadas por necessidade – como bem sabemos – nem os acúmulos por falta de consciência ou planejamento. Fatores psicológicos, sociais e até culturais têm forte influência sobre nossas práticas de consumo e nossa relação com a moda. Por isso, não se frustre ao perceber que comprou roupas de que não precisa ou que não se conectam com o resto do seu armário. Respeite seu ritmo.

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