Grupo de 411 produtores e roteiristas de TV assinam carta pela proteção do direito ao aborto

Lena Dunham e Shonda Rhimes estão entre os mais de 400 criadores e roteiristas de TV que exigiram proteção a funcionários de grandes serviços de streaming em caso de aborto credit:Bang Showbiz
Lena Dunham e Shonda Rhimes estão entre os mais de 400 criadores e roteiristas de TV que exigiram proteção a funcionários de grandes serviços de streaming em caso de aborto credit:Bang Showbiz

Lena Dunham e Shonda Rhimes estão entre os mais de 400 produtores e roteiristas de TV que exigiram que os grantes estúdios "criassem protocolos" com relação ao aborto para proteger seus funcionários após a revogação da decisão Roe x Wade.

As empresárias fazem parte de um grupo de 411 produtores e roteiristas que escreveram uma carta aberta aos chefes da indústria do entretenimento, na qual expressaram suas preocupações com profissionais que assumem o "grave risco" de trabalhar em estados americanos que proíbem o acesso ao aborto legal, após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar a decisão histórica que dava às mulheres o direito constitucional de interromper gestações indesejadas.

A carta, que também foi assinada por Issa Rae, Amy Sherman-Palladino, Chelsea Handler, Amy Schumer, Mindy Kaling, Natasha Lyonne e Ava DuVernay, dizia: "Nós, abaixo assinados, somos 411 criadores de programas, produtores e roteiristas que atualmente trabalham em todas as redes e plataformas de streaming do setor atual, incluindo aquelas controladas pela Netflix. Temos sérias preocupações com a falta de protocolos específicos para proteger aqueles que trabalham para a Netflix em estados antiaborto. É inaceitável pedir a qualquer pessoa que escolha entre seus direitos humanos e seu emprego. Essa situação levanta questões básicas de igualdade, saúde e segurança no ambiente de trabalho. Muitos de nós não teríamos as carreiras e as famílias que temos hoje se não tivéssemos sido concedidos a liberdade de escolher o que era melhor para nós mesmos. Estamos comprometidos, como grupo, a proteger nossos direitos humanos fundamentais e os de nossos colegas".

Embora a carta compartilhada pela 'Variety' tenha sido endereçada à Netflix, outras foram enviadas para empresas como Disney, Warner Bros., Apple, Paramount, Amazon, AMC, Lionsgate, Discovery e NBC Universal, pedindo um "plano de segurança do aborto".

O documento pede que as redes "abordem esta questão emergencial na íntegra", compartilhando um conjunto específico de pontos que podem ser implementados pelas gigantes do entretenimento.

"Políticas e procedimentos para fornecer um subsídio de viagem para realizar aborto para funcionários de suas produções”; "Protocolos descrevendo o escopo dos cuidados médicos para funcionários de suas produções, incluindo complicações da gravidez que requerem tratamento médico por meio de aborto”; "Política relativa à proteção legal criminal e civil” e a promessa de “cessar imediatamente todas as doações para as campanhas de candidatos antiaborto".

O grupo exigiu uma resposta no prazo de 10 dias úteis.

Arkansas, Kentucky, Louisiana, Missouri e Dakota do Sul estão entre os estados que já proibiram o aborto após a decisão controversa da Suprema Corte.

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