'The Great' retorna com novas brigas entre Elle Fanning e Nicholas Hoult

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - "Uma história ocasionalmente verídica." É assim que a série "The Great" se descreve a cada episódio, em sua abertura. A mistura de biografia histórica, calcada na realidade, com pitadas de humor, excentricidade e nonsense justificam o subtítulo -e, aparentemente, também são o motivo para a produção ter caído no gosto da crítica.

"The Great" retorna neste domingo para uma segunda temporada, dias depois de ter recebido indicações ao Globo de Ouro e ao Critics Choice Awards. Aqui no Brasil, a série não gerou muita comoção, embora tenha sido amplamente elogiada lá fora, por quebrar as barreiras do gênero de época e se permitir não levar os livros de história a sério.

A primeira leva de episódios acompanhou a chegada de uma então inocente e romântica Catarina à corte russa do século 18. Ao longo da temporada, no entanto, a mulher do imperador da Rússia, Pedro, vai notando que seu marido é um idiota -e que essa não é a melhor das características quando se governa um império.

Então, após vários capítulos planejando um golpe, a personagem enfim consegue botar o plano em ação -e foi assim, na alvorada de uma disputa que promete muito drama e sangue, que a temporada deixou seu público. Os episódios lançados agora prometem desenrolar o imbróglio e também mostrar uma figura cada vez mais próxima de receber a alcunha de Catarina, a Grande.

"Eu estava muito empolgada em voltar para uma segunda temporada porque, na primeira, nós meio que introduzimos todo mundo ao público, mostramos como era a corte, mas tudo ainda está meio borrado, nós não sabemos ao certo o que aqueles personagens querem. Nessa nova temporada eu pude enfim ir além com a Catarina, ela tem poder agora", diz Elle Fanning, intérprete da personagem, em entrevista por vídeo.

Apesar de ser reconhecida como uma das mais importantes governantes da Rússia, uma mulher que foi pioneira na modernização das cortes europeias e entusiasta dos ideais iluministas, Catarina não é pintada em "The Great" simplesmente como uma heroína. Ela aparece numa posição de ambiguidade e até de arrogância, no que Fanning diz ser uma abordagem curiosa num audiovisual cada vez mais dominado por mulheres fortes e à prova de falhas.

"Há muitas séries e filmes em que a protagonista é feminista, forte, corajosa e perfeita. Mas ninguém é perfeito na vida real. Então eu não quero mostrar a Catarina sempre como alguém que sabe o que é melhor. Mas é muito bom ver uma mulher, especialmente uma tão jovem, nessa posição de poder."

Fanning cresceu nos sets de filmagem -assim como a irmã, Dakota Fanning-, estrelando filmes como "Um Lugar Qualquer", "Super 8" e, mais recentemente, "Malévola", "Demônio de Neon" e "O Estranho que Nós Amamos". Por "The Great", ganhou um prêmio Satellite e indicações não só como atriz, mas também como produtora.

Com o humor da série, ela quer não apenas entreter, mas também dar valor a uma entre tantas mulheres que, ela diz, foram importantes por provocar mudanças e revoluções ao longo da história, "mas não recebem o devido crédito por isso".

Essa busca por valorização e por uma oposição entre líderes homens e mulheres, em "The Great", é levada a um extremo. Na série, Pedro, o marido e imperador, é um fanfarrão despreparado e egocêntrico. Ele transa com as mulheres de seus amigos só porque pode, insiste que a corte faça elogios ao seu pênis e inaugura um salão dedicado à tortura sem ter muito motivo para isso.

Mas aí chega Catarina, com seus livros de Voltaire sob o braço e uma grande máquina de impressão para produzir informes e jornais, questionando a irracionalidade das guerras travadas pelo marido e o tratamento que a nobreza dá aos serviçais.

"Se o Pedro tiver sido pelo menos um pouco como o personagem da série, acho que ele ia gostar da maneira como eu o interpreto, porque ele é basicamente um grande ególatra", diz Nicholas Hoult, ator que dá vida ao imperador russo. "Mas nessa nova temporada podemos ver que ele está se transformando, reconhecendo alguns demônios que o acompanham por causa da pressão de assumir o trono."

Fanning e Hoult desfilam mais uma vez, nos novos episódios, por cenários opulentos e luxuosos, como os de qualquer grande produção de época, mas tecendo comentários ridículos, escatológicos e absurdos que normalmente não se infiltram no gênero -apesar de as cortes europeias do passado terem, de fato, sua boa dose de esquisitice.

Cortesia do criador e roteirista Tony McNamara, que já foi indicado ao Oscar por fazer algo parecido, mas em menor escala, no filme "A Favorita". Para a segunda temporada, ele criou ainda uma nova personagem -a mãe de Catarina, vivida por Gillian Anderson, que parece estar em seu auge televisivo após vencer prêmios por "The Crown" e cair nas graças de uma nova geração com "Sex Education".

THE GREAT - 2ª TEMPORADA

Quando: estreia neste domingo (19), no Starzplay

Elenco: Elle Fanning, Nicholas Hoult e Gillian Anderson

Produção: Reino Unido/EUA, 2021

Criação: Tony McNamara

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