Grávida de gêmeos, influenciadora sofre ataques gordofóbicos: “As pessoas não têm noção”

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Camila Monteiro está grávida de gêmeos (reprodução / instagram @camilamonteiro)
Camila Monteiro está grávida de gêmeos (reprodução / instagram @camilamonteiro)

O que poderia serem os nove meses mais intensos e transformadores da vida da influenciadora Camila Monteiro infelizmente também serão marcados por preconceito, mais precisamente gordofobia. A criadora de conteúdo está grávida de gêmeos.

Ela usou suas redes sociais para compartilhar uma série de comentários que pessoas fizeram em suas publicações que exaltavam o crescimento dos filhos em seu útero.

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Uma mulher chegou a questionar o momento: “Nem parece que está grávida. Tem certeza que não é só gordura e está com vergonha de admitir que ficou enorme de novo?”. Outra fez o papel de fiscal de balança: “Nossa, como já engordou. Imagina até o fim da gravidez?”

Ele a criadora avaliou em conversa com o ‘Universa’: “Quem critica se questiona, às vezes inconscientemente, por que uma mulher totalmente fora do padrão se sente bem e ela não. Acho que a pessoa se sente injustiçada e não entende que está projetando a sua insegurança em cima dos outros.”

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Para explicar esse movimento de projetar no outro suas inseguranças, a criadora usou o exemplo de Virginia Fonseca, que foi criticada por exibir e celebrar o seu corpo que já está magro pouco mais de um mês do nascimento de sua filha com o cantor Zé Felipe.

“Virginia sempre frisou que aquela é a vivência dela, e não vejo aquilo como desserviço. Se ela tivesse dito para as pessoas que elas têm que emagrecer, a história seria diferente. Por isso é importante fortalecer a nossa autoestima, para quando a gente lidar com um corpo magro dito dentro do padrão, a gente não se sinta mal nem pressionada.”, explicou Camila.

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Ela ainda contou que seu trabalho é ajudar as mulheres a não fazerem esse movimento e se amarem mais. “Meu trabalho é falar sobre o corpo e a autoestima, e quis aqui alertar a pressão que as mulheres sentem, principalmente na gravidez. Não há uma pausa nos ataques, nem quando a mulher está mais sensível. As pessoas não têm noção, senso de empatia. Quis mostrar o quanto a sociedade é cruel”, avaliou.

Camila ainda ressalta a importância de se valorizara sororidade em todos os momentos. “Sinto um misto de impotência com revolta ao ler essas mensagens, porque elas vêm de mulheres na sua maioria. Elas deveriam ser mais unidas, principalmente porque as maiores críticas são em relação ao nosso corpo”, pediu.

Gestação

Em janeiro deste ano ela já havia passado por um processo gestacional, que foi interrompido. “Tive muito mais apoio de mulheres que viveram essa dor, mas ouvi de outras frases como 'supera', 'nem nasceu, então por que está triste?' e 'é só engravidar de novo', como se fosse simples. A gente não substitui o amor de um filho por outro. Tanto que sempre falo para as pessoas que tenho três filhos, independentemente de ter nascido ou não”, lembrou.

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Para a segunda gestação, Camila recorreu à fertilização in vitro e ressaltou a importância da parceria do marido, Carlos Henrique Parra Rebolo. “Passei meses tomando hormônio, fazendo exames invasivos, sendo furada praticamente toda semana. É ainda uma jornada muito difícil, e pretendemos ter mais filhos. Acho que não teria conseguido sem o apoio do meu marido. Nos momentos que tinha de insegurança e dúvidas, ele estava ali, sempre falando palavras de amor e carinho”, festejou.

Vivendo um sonho, a criadora de conteúdo consegue festejar a cada momento. “A cada exame é uma insegurança quanto ao que está acontecendo aqui dentro. A cada mexidinha a gente comemora. O ataque ao meu corpo fica muito em segundo plano. Claro que às vezes machuca, mas hoje sou muito mais consciente do meu corpo. Sei que ele é maravilhoso, porque está gerando duas vidas. O corpo da mulher é um milagre", conclui.

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