Enviado pelo governo federal defende PMs amotinados no Ceará

Foto: JARBAS DE OLIVEIRA/AFP via Getty Images

O motim dos policiais militares no Ceará, muito criticada por autoridades da política brasileira, foi classificada, inclusive, como ilegal pelo ministro da Justiça Sergio Moro. Apesar disso, líderes do governo federal enviados ao estado subirem em palanques e fizeram discursos em apoio aos grevistas. O motim durou 13 dias e terminou na noite do domingo (02).

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O portal UOL publicou imagens de ao menos duas ocasiões nas quais, durante a paralisação, representantes subiram em palanques a convite dos amotinados. A greve de policiais é proibida pela Constituição.

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O coronel Aginado de Oliveira, diretor da Força Nacional de Segurança Pública fez um discurso pedindo o fim do motim, mas exaltou os policiais que estavam paralisados. A fala de Oliveira aconteceu antes da votação que resultou no fim da greve.

"Encerrando essa paralisação hoje, podem ter certeza que vão sair do tamanho do Brasil. Vocês já são grandes, já são corajosos: é muita coragem fazer o que os senhores estão fazendo, não é pra todo mundo", disse o militar.

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Oliveira faz parte da PM cearense e foi nomeado para o cargo máximo da Força ainda em janeiro de 2019. Ele é marido da deputada Carla Zambelli (PSL-SP).

De acordo com Oliveira, a tentativa dos amotinados de realizar a paralisação demonstrava a bravura dos homens.

"Só os fortes conseguem atingir os seus objetivos. E vocês estão atingindo os seus objetivos. Vocês movimentaram toda uma comissão de poderes constitucionais do estado cearense e do estado brasileiro. O senhores se agigantaram de uma forma que não têm tamanho, que é do tamanho do Brasil que vocês representam"

Oliveira ressaltou a onda de violência que tomou conta do estado desde o início do motim e afirmou que "a sociedade clama pela presença nossa nesse momento".

"São centenas de mortes. Se os senhores não voltarem, essas mortes não cessarão e atingirão nossos amigos, familiares, nossos entes queridos e pessoas inocentes; e acredito que nenhum de vocês quer isso", afirmou, antes de emendar com mais elogios aos militares.