Governo Bolsonaro veta uso de linguagem neutra em projetos financiados pela Rouanet

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*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  05-05-2021 - O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado dos ministros Fábio Faria (Comunicações) e Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil), participa de cerimônia de abertura da Semana das Comunicações, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 05-05-2021 - O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado dos ministros Fábio Faria (Comunicações) e Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil), participa de cerimônia de abertura da Semana das Comunicações, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, André Porciuncula, publicou uma portaria no Diário Oficial da União, nesta quinta-feira (28), vetando o uso e a apologia da chamada "linguagem neutra" em projetos financiados pela Lei Rouanet.

Os substantivos, adjetivos e pronomes neutros são usados para representar pessoas não binárias, ou seja, que não se identificam com o gênero masculino ou feminino.

"Alinhado com o secretário @mfriasoficial [Mario Frias, secretário de Cultura do governo Bolsonaro], baixei uma portaria proibindo o uso da linguagem neutra nos projetos financiados pela Lei Rouanet", escreveu em suas redes sociais.

"Entendemos que a linguagem neutra (que não é linguagem) está destruindo os materiais linguísticos necessários para a manutenção e difusão da cultura. E que submeter a língua a um processo artificial de modificação ideologia é um crime cultural de primeira grandeza", seguiu o subsecretário da Cultura.

Porciuncula vem criticando o uso da linguagem neutra nas últimas semanas e, no dia 11 deste mês, disse que uma portaria estava sendo preparada para "proibir essa palhaçada em projetos financiados pela Lei Rouanet".

O secretário de Cultura, Mario Frias, disse que a linguagem neutra "é mera destruição ideológica" da língua e afirmou que Porciuncula, seu braço direito, baixou a portaria com sua permissão.

"O objetivo é garantir a ampla fruição dos bens culturais, não permitindo que uma imposição de cima para baixo inviabilize ou dificulte o acesso à cultura", publicou.

O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, parabenizou Frias pela decisão. "A famigerada linguagem neutra é imposição ideológica de uma minoria doutrinada e arrogante, inimiga da cultura e da inteligência", publicou.

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