Governo Bolsonaro veta uso de linguagem neutra em projetos financiados pela Rouanet

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*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  13-07-2021, 12h00: O presidente Jair Bolsonaro, ao lado do vice presidente Hamilton Mourão e dos ministros Bento Albuquerque (Minas e Energia) e Paulo Guedes (Economia), durante solenidade alusiva à sanção da privatização da Eletrobrás, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 13-07-2021, 12h00: O presidente Jair Bolsonaro, ao lado do vice presidente Hamilton Mourão e dos ministros Bento Albuquerque (Minas e Energia) e Paulo Guedes (Economia), durante solenidade alusiva à sanção da privatização da Eletrobrás, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, André Porciuncula, publicou uma portaria no Diário Oficial da União, nesta quinta-feira (28), vetando o uso e a apologia da chamada "linguagem neutra" em projetos financiados pela Lei Rouanet.

Os substantivos, adjetivos e pronomes neutros são usados para representar pessoas não binárias, ou seja, que não se identificam com o gênero masculino ou feminino.

"Alinhado com o secretário @mfriasoficial [Mario Frias, secretário de Cultura do governo Bolsonaro], baixei uma portaria proibindo o uso da linguagem neutra nos projetos financiados pela Lei Rouanet", escreveu em suas redes sociais.

"Entendemos que a linguagem neutra (que não é linguagem) está destruindo os materiais linguísticos necessários para a manutenção e difusão da cultura. E que submeter a língua a um processo artificial de modificação ideologia é um crime cultural de primeira grandeza", seguiu o subsecretário da Cultura.

O secretário de Cultura, Mario Frias, disse que a linguagem neutra "é mera destruição ideológica" da língua e afirmou que Porciuncula, seu braço direito, baixou a portaria com sua permissão.

"O objetivo é garantir a ampla fruição dos bens culturais, não permitindo que uma imposição de cima para baixo inviabilize ou dificulte o acesso à cultura", publicou.

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