Governadores pedem que Bolsonaro abra diálogo com governo da China para garantir vacina

Jussara Soares
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Marcos Correa / Marcos Corrêa/PR

BRASÍLIA - Governadores enviaram na manhã desta quarta-feira uma carta ao presidente Jair Bolsonaro pedindo que ele e o Ministério das Relações Exteriores façam um gesto de diálogo com a China para viabilizar a continuidade de vacinação no país. Entraves diplomáticos com o país asiático atrasam a exportação para o Brasil de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) e colocam em risco o avanço da imunização no país.

Os alertas de uma possível interrupção no plano de imunização foram feitos nos últimos dias pelo Instituto Butantan, que produz a Coronavac, e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que adiou para março a entrega das primeiras doses da vaciana Oxford/AstraZeneca.

Na minuta da carta, a qual O GLOBO teve acesso, governadores de 16 estados pedem ainda apoio para que a farmacêutica União Química dê início à produção da vacina russa Sputnik.

“Com os nossos cumprimentos, e no momento em que comemoramos o início do processo de vacinação em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal e, tendo em vista que o contrato firmado entre o Ministério da Saúde e o Instituto Butantan, para a produção da vacina Coronavac e FIOCRUZ - Universidade de Oxford / ASTRAZENECA e, considerando que os fornecedores do princípio ativo destes imunizantes têm base na China, vimos defender que seja avaliada a possibilidade de Vossa Excelência e a diplomacia brasileira fazerem um gesto de diálogo com o governo chinês, no sentido de assegurar o cronograma do fornecimento do IFA, necessário para a produção das vacinas pelo Instituto Butantan e FIOCRUZ e ainda, solicitamos apoio para a União Química produzir, no Brasil, a vacina Sputinik”, diz o texto.

Os líderes estaduais afirmam que o pedido “tem como base a imperiosa necessidade de garantir a continuidade e segurança para implementação do Plano de Vacinação no Brasil, iniciado nesta segunda feira, 18 de janeiro de 2021.” “É pelo Brasil, é para salvar vidas!”, encerra a carta.