Gossip Girl: Primeiras impressões do reboot do HBO Max

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Gossip Girl foi a primeira série à qual assisti por vontade própria. Tinha apenas oito anos quando vi Blair e Serena pela primeira vez, e esse foi o pontapé inicial para virar a grande sommelier de séries que sou hoje. As tendências de moda são rotativas, e a cada estação, uma nova coleção é lançada, o mesmo aconteceu com o reboot da fofoqueira mais comentada do Upper East Side. Nesta quinta-feira (8), finalmente, o primeiro episódio da nova versão de Gossip Girl chegou na HBO Max e soube atualizar a trama para os dias de hoje perfeitamente.


Diferente da original, onde demoramos seis temporadas para descobrir quem é de fato Gossip Girl, aqui o segredo é revelado nos primeiros minutos da série. Aliás, a escolha da “vilã” da trama é um pouco quanto questionável. Foi uma tentativa dos roteiristas para deixar o público se perguntando se foi ou não a decisão correta. Spoiler: não foi mesmo.


Minutos antes de apertar o play do controle, estava com medo de me decepcionar, a verdade é que, não tinha quase nenhuma expectativa boa sobre ela. A minha maior implicância era: será que vão estragar todo o universo da produção qual me fez virar uma amante da televisão? E como estava errada! A versão com Leighton Meester, Blake Lively e Ed Westwick era de fato, uma verdadeira farofa, com cenas ridículas através das quais os telespectadores vibravam mais ainda pela rixa dos personagens. E isso ainda está presente nesta atualização.


Max Wolfe, interpretado por Thomas Doherty, é com certeza uma das coisas mais legais da série. Ele tem uma das personalidades mais repugnantes já vista, é infiel com seus amigos, mas de alguma forma, é simplesmente genial. Apresento para vocês o Chuck Bass da Geração Z, só que desta vez, ele é bissexual.


É impossível ser fã do seriado e não comparar os personagens com os da produção original, mas a personalidade de cada um é bem diferente. Não temos uma Blair ou Serena. A garota mais popular, Julien Calloway (Jordan Alexander), na verdade, é alguém doce que se preocupa com os outros, mas é muito influenciada por Luna La (Zion Moreno) e Monet de Haan (Savannah Lee Smith), duas abelhinhas malvadas com o desejo de ver a amiga sendo a grande poderosa da escola para se beneficiarem disso;


Descobrimos também que Nate Archibald e Dan Humphrey se tornaram famosos após uma breve menção de uma das professoras quando explica aos outros quem era a Gossip Girl. Ainda sobre as referências da produção original, Kristen Bell volta para dublar a fofoqueira. Em 2007, fazia muito sentido mostrar os jovens se comunicando por um blog, mas no reboot, em 2021, isso precisava estar atualizado. A ferramenta usada aqui é o Instagram e todo aquele mundo das influencers digitais. Afinal, a Gossip Girl é uma delas!


Este foi, de fato, um ótimo primeiro episódio para o seriado. Conhecemos um pouquinho sobre cada personagem e suas motivações. Algumas coisas da antiga versão não envelheceram muito bem, como Chuck ser dono de uma boate aos 15 anos e comprar um hotel aos 18, relacionamentos com uma grande diferença de idade (alô Serena namorando o professor de Yale) e outros, então assim esperamos que o reboot saiba como trabalhar com as piores decisões feitas por essa nova geração de adolescentes podres de rico.


O primeiro ponto positivo visto é de fato a representatividade de personagens negros e LGBTQIAP+, e sem querer comparar com a série Elite, original Netflix, que durante suas quatro temporadas mostra alguns relacionamentos poligâmicos, mas aqui também teremos um trisal nos próximos episódios, algo já mostrado no trailer do seriado.


A primeira temporada de Gossip Girl contará com 12 episódios, sendo dividida em duas partes. Novos episódios são disponibilizados toda quinta-feira na HBO Max.


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