No aniversário do golpe militar, Mourão diz que forças armadas interviram para "enfrentar desordem e subversão"

Hamilton Mourão, vice-presidente da República

No aniversário de 56 anos do golpe militar no Brasil, o vice-presidente Hamilton Mourão foi a uma rede social para exaltar a data. Ele afirmou que, à época, as Forças Armadas interviram na política “para enfrentar a desordem, submissão e corrupção” que, segundo ele, assustavam a população.

“Há 56 anos, as FA (Forças Armadas) intervieram na política nacional para enfrentar a desordem, subversão e corrupção que abalavam as instituições e assustavam a população”, escreveu o vice-presidente.

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Para Mourão, a data é um marco porque foi, a partir desse dia, que se iniciaram “as reformas que desenvolveram o Brasil".

Nesta segunda-feira (30), Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa, emitiu um comunicado chamando o golpe militar de “marco para a democracia brasileira”.

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No ano passado, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chegou a propor comemorações nos quartéis, ideia que acabou gerando críticas e muita repercussão negativa.

A ditadura militar no Brasil durou 21 anos. O regime dissolveu o Congresso e foi marcado pela tortura, censura e assassinatos cometidos pelo Estado brasileiro. Assim como o Brasil, diversos países da América Latina, como Uruguai, Argentina e Paraguai, sofreram com um regime sangrento imposto pelos militares.

No Brasil, o regime militar deixou o país numa situação de hiperinflação e níveis crescentes de concentração de renda e pobreza.

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