Glossário do “match”: como chamar atenção dos crushs nas diferentes redes sociais

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Existe um manual da paquera nas redes sociais; fique por dentro (Foto: Getty Images)
Existe um manual da paquera nas redes sociais; fique por dentro (Foto: Getty Images)

Desde antes da pandemia, os aplicativos de relacionamento eram uma febre entre todas as idades. Mas a pandemia e o isolamento social fizeram com que os flertes virtuais bombassem ainda mais.

Para se ter uma ideia, de acordo com um estudo realizado pela AppsFlyer, plataforma de análise e atribuição de marketing móvel, a receita dos aplicativos de relacionamento aumentou em 406% desde 2020. Ou seja, não só as pessoas buscam a metade da laranja, como ainda topam ir além da versão gratuita dos apps para encontrar com elas.

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Mas a paquera não tem se limitado aos apps de relacionamento e tem migrado também para as demais redes sociais, como Facebook e Instagram. Confira como tem funcionado os matchs nas demais redes sociais:

Tudo depende da sua idade...

O Facebook, por exemplo, é a rede social queridinha da Geração X –pessoas nascidas entre meados da década de 1960 e o início da década de 1980—e muitos têm usado os grupos no Facebook para engatar novos relacionamentos.

São grupos privados com temas definidos, como “Solteiros viúvos e divorciados acima de 40 anos” e “40, 50, 60: um amor ou amizades” em que é possível postar a sua foto e contar se você busca namoro, amizade ou um relacionamento casual.

“Entrei para um grupo desse, pois apareceu como sugestão do próprio Facebook. Gostei bastante. Não cheguei a acessar outros, pois logo conheci uma pessoa que também buscava um relacionamento sério. Mas tenho amigas que estão em vários.”, diz Zelia Silva, 59, cuidadora que já namora há quatro anos um homem que conheceu no grupo “Solteiros, viúvos e divorciados”.

Além da segmentação por idade, os grupos também podem são divididos por interesse, religião e até região em que as pessoas moram. Ao mesmo tempo que você pode conhecer gente de todo o Brasil, também é possível se juntar apenas com as pessoas que vivem no interior de São Paulo. O mesmo acontece com a religião: é possível ver que adventistas e evangélicos estão em peso buscando relacionamento na rede.

Já a Geração Y –pessoas nascidas após a década de 80—tem preferido manter os flertes virtuais no Instagram. Ao todo, são mais de um bilhão de usuários ativos mensalmente na rede em que os usuários mostram seu estilo de vida, lugares que frequentam e etc.

“No Tinder, a pessoa seleciona sempre as melhores fotos e no Instagram é possível ver ângulos diferentes e também conhecer mais sobre ela na hora de puxar assunto. Fora que também é mais difícil trombar com fakes”, afirma Natalia Souza*, 28, estudante.

Mostrando interesse...

No Facebook, a paquera pode ser feita tanto nos grupos destinados, mas também entre amigos em comum. A diarista Ucelene Oliveira, 41, por exemplo, nunca chegou a entrar em nenhum grupo privado, mas filtra a sua rede de contatos para encontrar perfis que podem ser interessantes.

“Não cheguei a entrar em nenhum grupo, mas gosto de adicionar pessoas que têm amigos em comum comigo. Acesso o perfil e se gosto do que eu vejo, mando o convite de amizade e começo a puxar papo. Assim, consigo analisar bem o perfil da pessoa e não ter surpresas desagradáveis. Tem que olhar se tem bastante informação, fotos, profissão e até fotos no trabalho. Porque quem é de verdade não tem medo de mostrar sua vida e suas conquistas. Não dá para confiar em um perfil que só tem uma foto e não posta nada”, diz Ucelene

Já para quem optar por entrar nos grupos, a dica é desenvolver uma conversa interessante pelo Messenger. “É importante ser educado, dar um bom dia e não ficar insistindo com várias mensagens. Tem muita gente que também chega já abordando com assuntos que ainda não tem intimidade. Ai excluo e bloqueio”, conta ela.

"Like ataque"

Já no Instagram, o flerte pode acontecer tanto pelos stories, mensagens diretas e também nas fotos postadas no feed. Uma das formas de mostrar interesse é ser um telespectador fiel dos stories da pessoa, assim, é possível acompanhar mais próximo a rotina e puxar papo.

“O ideal é interagir sempre com a publicação, enviar emojis e puxar papo com base no que foi publicado pela pessoa. Tem muita gente que manda o emoji de foguinho, mas para mim não vira. Acho que o principal é a pessoa realmente demonstrar interesse por você e pelas suas postagens e não mostrar que está lá só pela paquera”, conta Souza.

Já no feed, a técnica de flerte mais conhecida é a chamada “metralhadora de likes”, em que o crush curte várias fotos da pessoa. “Quando a pessoa curte umas três, quatro fotos você já sabe que ele está querendo algo a mais. Além disso, quando curte fotos antigas também, pois mostra que a pessoa estava interessada em navegar mais tempo pelo seu feed”, diz Souza.

Independente de qualquer tática, use o <3 (coração) ao seu favor, mas evite comentar nas postagens. “Essa atitude pode expor os dois e até miar os contatinhos, que vão ver com quem você está puxando papo. Prefira sempre conversar pelas mensagens diretas”, recomenda Souza.

*Nome trocado a pedido da entrevistada

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