Glória Perez reage a pedido de desculpa do assassino de Daniella: "São psicopatas"

Glória Perez e Daniella Perez (Arquivo Pessoal)
Glória Perez e Daniella Perez (Arquivo Pessoal)

Glória Perez reagiu ao pedido de desculpas do ex-ator Guilherme de Pádua, responsável pela morte de sua filha, Daniella Perez, no final de 1992. Com a ajuda da então esposa, Paula Thomaz, que hoje assina como Paula Peixoto, Guilherme decidiu se vingar da autora por cortes feitos em seu personagem na trama "De Corpo e Alma". Ele forjou uma emboscada para Daniella Perez e matou a atriz a tesouradas.

"É claro que as pessoas podem ser recuperadas. Mas isso não inclui os psicopatas. Não se tem notícia de psicopata recuperado. E Paula e Guilherme são psicopatas de carteirinha", disse a autora em entrevista à revista "Marie Claire" publicada no último sábado (13).

Gloria ainda falou sobre a tentativa de Paula encaminhar uma de suas filhas à carreira artística. Em 2021, a assassina de Daniella Perez prestou queixa contra Glória por ameaça e difamação após a autora reagir a notícia de que a assassina estaria procurando uma agência de talentos para a filha.

"Me assusta que Paula Peixoto (ex Thomaz) venha tentando se imiscuir no meu meio de trabalho. Todos sabemos do que ela é capaz. Convém manter distância", disse ao ser questionada sobre a liberdade dos assassinos.

Série sobre o caso

O caso voltou ganhar os holofotes da mídia por conta do documentário "Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez", lançado pela HBO Max, e dirigido por Tatiana Issa e Guto Barra. Na entrevista, Glória diz que se sente mais aliviada por ver a história do assassinato de sua filha sendo contada da forma correta.

"A história não está sendo recontada: está sendo contada – é a primeira vez que se dá voz aos autos do processo que condenou os dois assassinos por homicídio duplamente qualificado. Não, não foi ideia minha. Tatiana Issa me procurou com a ideia de fazer um documentário sem sensacionalismos. Confiei nela", disse Glória.

​​Em 1997, Guilherme e Paula foram condenados a 19 anos e seis meses de prisão pelo assassinato de Daniella Perez. Eles ficaram presos em regime fechado por seis anos, quando conquistaram a liberdade condicional.