"Teve gente da família perguntando sobre bens", diz Gloria Maria após tumor

Gloria Maria. Foto: reprodução/Instagram/gloriamariareal

Há pouco mais de um mês, Gloria Maria, passou por uma cirurgia delicada depois de descobrir, no susto, um tumor expansivo no cérebro. Hoje ela encara com serenidade o tratamento, que inclui sessões diárias de radioterapia. E ela se diz “transformada” depois do episódio.

Já conhece o Instagram do Yahoo Vida e Estilo? Segue a gente!

“Comecei a ver máscaras caindo, uma a uma. Pessoas que pensei que estivessem do meu lado, não estão. E outras, que nunca imaginei, se prontificaram em ajudar. Teve gente da minha família perguntando: ‘Quem está administrando os bens da Gloria? Ela é uma incompetente com dinheiro’. Mas também houve coisas maravilhosas, verdadeiros anjos da guarda. Foi a experiência mais transformadora da minha vida”, contou a apresentadora do “Globo Repórter” à revista “Ela”, do jornal “O Globo”.

Leia também:

Gloria contou ainda mudanças que aconteceram na sua rotina depois do tumor. “Eu, que raramente acordava antes das 10h, passei a levantar às 4h45m. Ninguém sabe explicar o motivo. Também acabou minha impulsividade, estou calma. Além de estar de café tomado às 7h, já tenho a vida organizada até março de 2020. Antes, era o oposto: desorganizada, chegava atrasada em todos os compromissos. Agora sou a primeira a chegar. Parece que minha energia toda se renovou, reorganizou”, disse.

Ela diz que está em paz (“Nunca estive tão bem de cabeça”) e consegue até relaxar com a dieta. “Sou louca por um bolo de milho com coco, um outro de aipim com tapioca e uma broa que vende aqui perto mas, ao longo da minha existência, só tinha comido uma vez. Agora, como todos os dias no meu café da manhã. Devo estar uns quatro quilos mais gorda. Mas não estou preocupada. Estou sentindo um prazer que você não imagina”, admitiu.

Depois dos 45 dias de radioterapia, a jornalista enfrenta mais 45 de imunoterapia. “Em março, já posso pular de bungee jump”, brinca a mãe de Maria, de 12 anos, e Laura, de 10.

“Bomba-relógio”

Na entrevista, ela lembrou como aconteceu o desmaio que salvou sua vida. Ela sofreu a queda em casa, após voltar de um jantar. “Bati com a cabeça na quina da mesa de vidro e, não sei como, caí, mas levantei. Subi as escadas, fui para o meu quarto, tirei a roupa e deitei. Era de sexta para sábado. De manhã, tipo 8h, acordo com a minha filha Laura: ‘Mamãe, mamãe, você vomitou?’. Quando olhei a cama era um mar de sangue. Joguei quatro travesseiros fora”, recordou.

Na Clínica São Vicente, ela passou pelos primeiros atendimentos e exames. “Descobriram um tumor de alta expansividade, algo que pode matar em semanas. Eu escapei porque, em volta dele, criou-se um edema e uma inflamação que me fez desmaiar. Se eu não tivesse desmaiado e aberto a cabeça, estaria morta agora”, afirmou.

Ela só entendeu a gravidade da situação, no entanto, ao receber um telefonema do neurocirurgião Paulinho Niemeyer de madrugada. “Ele insistiu: ‘Gloria, seu caso é cirúrgico. Você está com uma bomba-relógio. Tenho até as seis da manhã de segunda-feira para te operar’”, contou ela, que reagiu com tranquilidade.

Reaproximação com antigo amor

Discreta em relação à vida pessoal, a apresentadora ainda comentou a reaproximação com o empresário francês Eric Auguin, com quem ela se relacionou por oito anos. “Nos separamos há mais de 30 anos porque ele queria filhos e eu não. Ele se casou de novo, teve uma filha. Nesse tempo todo, só nos vimos três vezes. Um mês antes dessa história do tumor, ele me escreveu. Disse que o Brasil era o lugar da sua vida e que havia decidido se mudar para cá. Eu disse: ‘Poxa, que legal, pode ficar em casa’”, disse.

Ele chegou dois dias depois que ela recebeu alta e precisou de um tempo para assimilar tudo. “A maior paixão da minha vida volta justo nesse momento. O que será que isso quer dizer, Senhor? As meninas perguntam: ‘Mamãe ele é seu namorado, seu marido?’. Abrem a porta do meu quarto toda hora, achando que vão pegar algo. Olha a situação. Ele lindo, lépido e faceiro e eu aqui com um cateter. Como explicar isso? É o renascimento”, concluiu.