Globo corre atrás do prejuízo, mas dinâmicas não salvam falta de carisma no "BBB 22"

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Elenco do
Elenco do "BBB 22" decepciona mais a cada dia (Foto: Reprodução/Globo)

Desde a estreia do "BBB 22" fica no ar a falta de alguma característica importante no elenco escolhido por Boninho. Por um logo tempo se imaginou que a ausência de brigas e equilíbrio nas conversas sobre jogo fossem o tempero que faltava. A emissora, então, começou a criar dinâmicas com a intenção de pressionar os participantes.

Nos últimos dias, tivemos uma sequência de jogos da discórdia com placas agressivas, votações abertas na sala, consequências nas provas do anjo e líder. Tadeu Schmidt se mostrou mais preparado nas interações. Mas nada disso foi suficiente para a temporada cair no gosto do público e receber elogios nas redes sociais.

Embora o programa não tenha apresentado um grande barraco até aqui, o elenco já está dividido em grupos e algumas rivalidades apareceram. Tivemos uma discussão entre o grupo da Disney, o jogo da discórdia desta segunda-feira (7) rendeu boas alfinetadas. Já não tem mais como falar que nada acontece naquela casa.

Qual é o problema do "BBB 22", afinal? Depois de todas essas investidas, falta de carisma parece a única resposta convincente. Os participantes não atraem, não divertem, não são capazes de causar identificação com quem assiste. Basta pensar no elenco de outras temporadas para concluir que as dinâmicas que rolaram nesta edição provavelmente fariam sucesso lá atrás.

Há quem fale em medo do cancelamento, prêmio baixo e ausência de participantes dispostos a mostrarem suas piores versões depois do que aconteceu com Karol Conká no "BBB 21". Tudo isso faz sentido, mas não justifica o que temos visto nesta temporada.

Bárbara e Laís, mesmo sem perceber, já deixaram escapar falas problemáticas e teriam potencial para serem as vilãs da edição, mas nem isso conseguem. Vinícius chamou atenção na chamada e perdeu seu brilho ao entrar no reality. Brunna Gonçalves parece nem ter chegado nos Estúdios Globo ainda.

A direção do reality errou na seleção e agora corre atrás do prejuízo, tenta fazer milagre com as dinâmicas, mas dificilmente conseguirá reverter a situação. O que resta é aceitar a derrota, torcer para que os participantes da Casa de Vidro surpreendam e focar no "BBB 23". O público e a crítica especializada não erram ao apontar o problema. É difícil compreender que uma equipe tão afiada, que ganha tão bem para isso, com tanto tempo de experiência, tenha vacilado na principal escolha: os participantes.

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