Giulia Be diz que letras de suas músicas contam sua história

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***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP 17.10.2019 - BAILE-SEPHORA - A cantora Giulia Be durante baile de halloween da Sephora, realizado no Teatro Municipal de São Paulo, no centro da cidade de São Paulo nesta quinta-feira, 17. (Foto: Felipe Ramos / Brazil Photo Press /
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP 17.10.2019 - BAILE-SEPHORA - A cantora Giulia Be durante baile de halloween da Sephora, realizado no Teatro Municipal de São Paulo, no centro da cidade de São Paulo nesta quinta-feira, 17. (Foto: Felipe Ramos / Brazil Photo Press /

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Desde que resolveu apostar na música, Giulia Be conquistou rapidamente o que muitos artistas passam anos tentando alcançar: reconhecimento. Com apenas três músicas, a carioca de 20 anos emplacou uma de suas canções na trilha sonora da novela "O Sétimo Guardião" (Globo, 2018-2019), fez show no Rock in Rio e até em Nova York.

"Foi a primeira vez que me apresentei fora do Brasil. Já era um sonho, mas algo que achei que aconteceria muito mais para a frente", diz Giulia em entrevista à reportagem. O show fez parte de um evento para o Hospital Pequeno Príncipe em Curitiba, mas teve mais da metade da sua plateia composta por norte-americanos.

Antes disso, Giulia já se infiltrava no cenário musical dos Estados Unidos. No início deste ano, ela teve a oportunidade de conhecer celebridades, como Post Malone e Ed Sheeran -esse último quem ela descreve como uma das razões pelas quais faz música.

"Meu ídolo máximo é Ed Sheeran, queria escrever uma música com ele. Quando o conheci, não consegui agir ou falar, só fiquei olhando e apreciando", lembra. Ela diz ainda ter um desejo de cantar uma música em espanhol com algum artista latino e, no Brasil, com seu amigo, Jão. "Hoje em dia tenho o privilégio de considerar amigos pessoas de quem sou fã."

No Rock in Rio, Giulia também pôde conversar com Will.I.Am, do grupo Black Eyed Peas. Ela se apresentava pela primeira vez no festival onde teve, há dois anos, um empurrãozinho do guitarrista do grupo Maroon 5 para ser cantora.

"Na passagem de som, eu já estava emocionada. Antes de entrar no palco, eu chorei umas cinco vezes. Foi o pôr do sol mais lindo que já vi na minha vida, com aquele mar de gente. Teve uma hora que minha voz até fraquejou, porque vi minha mãe chorando."

Recentemente, Giulia pôde abrir a turnê do grupo estadunidense Pentatonix, em três apresentações, o que, segundo ela, é uma oportunidade de ser notada por um novo público. "Já caiu a ficha do sucesso? Eu não sei. Tudo aconteceu muito rápido. Uma vez ou outra, as pessoas me reconhecem na rua e eu fico muito feliz. É muito gratificante ver que seu trabalho tem esse alcance."

ESCRITORA

Foi preciso atravessar algumas barreiras de identidade, gravadora e público para alcançar o sucesso, e Giulia Be impôs que, antes de ser cantora, ela seria sua própria compositora. Para ela, mais importante do que performar é escrever -tão importante que ela escolhe presentear as melhores amigas com poemas autorais.

Em casa, ela procura escrever uma música por semana, mas, às vezes, chega a fazer uma composição por dia. "Meu negócio é escrever as minhas músicas, contar a minha história, minhas indiretas, e conquistar meu espaço. Sei que na indústria da música existem pessoas já conceituadas e destinadas a escrever as músicas, mas não tenho medo de ser vulnerável e mostrar emoção."

O carisma e autenticidade da cantora agora é notado por grandes marcas como a Nike e Authentic Feet, que a convidaram para um comercial do tênis Air Force 1 Shadow e da campanha Todas Por Uma, no qual as mulheres são protagonistas. O convite foi coerente, já que Giulia é taxativa ao dizer que é feminista.

"A palavra infelizmente tomou uma conotação ruim, mas feminista é uma pessoa que acredita que homens e mulheres têm direitos iguais. Tenho tendência a achar até que as mulheres merecem mais. A gente é mais foda [sic]. Com todo o respeito, porque eu cresci com dois irmãos mais velhos. Estamos corrigindo uma dívida histórica."

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