Giovanna Ewbank se emociona em palestra no TEDx Talks: “Eu não sou estéril”

A atriz e youtuber Giovanna Ewbank foi convidada para dar uma palestra no TEDx Talks em Cascável, no Paraná. O tema escolhido foi adoção. Casada com o ator Bruno Gagliasso, os dois são pais de Titi e Bless. "Eu sempre fui uma mulher que achava que o relógio biológico nunca ia despertar, nunca tinha pensado em ter filhos. Porém, tive muitos questionamentos, crítica e pressão de amigos e família. Como uma mulher vem ao mundo e não quer ter um filho da sua barriga? Hoje eu sei que isso é uma convenção imposta pela sociedade e mesmo sendo comum, não são todas as mulheres que querem e desejam isso para si. Depois eu comecei a ser questionada do porque eu optei pela adoção, sim foi uma opção da qual me orgulho muito", declarou ela.

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Segundo Giovanna, o pensamento machista da sociedade ficou claro quando começaram a questionar a sua esterilidade e não a de Bruno. "Eu não sou estéril. E nem o meu marido é. Mas claro que essa dúvida veio somente sobre mim, que sou mulher, e não sobre o meu marido, que é homem. A sociedade nega que uma mulher não queira ter filhos biológicos. Uma mulher que não quer explodir vida em sua barriga. E acreditem, existem muitas maneiras de explodir vida na gente”, disse a atriz, emocionada. “Eu me lembro até hoje da sensação, desse engasgo na garganta, do meu corpo trêmulo e eu pensando: "Meu deus o que é isso que eu to sentindo? Que sentimento é esse?" Eu encontrei a minha filha e minha filha me encontrou, a única certeza que eu tinha é que eu queria protegê-la e amá-la pro resto da minha vida. E eu sabia que ela era a minha filha, eu sentia. Eu sei, ela é a minha filha", falou.

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Giovanna lembrou como aconteceu seu primeiro contato com Titi: ”Eu não sei exatamente como é o sentimento de uma mãe quando pega o seu filho pela primeira vez depois do parto, mas arrisco dizer que é muito similar com o que eu senti ali. Porque o meu parto foi naquele chão frio daquele abrigo, no meio de pessoas que eu não conhecia, e que a única coisa que me importava na vida era eu e ela, o sentimento que eu tinha é que só eu conhecia ele e só ela me conhecia. Foi ela que me tornou mãe. Uma só criança nos escolhe, seja ela no útero, seja ela no coração".

“Sabe aquelas frases que as pessoas falam “ah, ela é cara da mãe”, “tá no sangue”… Vocês acham que minha filha não escuta isso? Ela escuta todos os dias. Por que ela tem a minha cara, ela tem o meu olhar. Ela tem os mesmos gostos que eu e todo o meu jeitinho”, continuou. "A sociedade precisa entender que a adoção é sim sinônimo de maternidade. A adoção assim como a gestação é muito transformadora. Tem muita gente que acha que a adoção é um ato de caridade e não é. A adoção é um ato de maternidade e paternidade. Eu vou estar aqui para pedir com todo meu amor e minha gentileza que, por favor, não façam perguntas constrangedoras a uma mãe adotiva”, disse.

Giovanna encerrou emocionando a plateia: “Eu costumo dizer que a minha barriga mudou de lugar e que o meu parto veio antes da gravidez. Minha gestação durou um ano e meio mais ou menos e foi de muita dor e muita angústia. Diferente de uma gravidez comum eu já conhecia a minha filha, já sabia que ela gostava de manga, que ela tinha medo de passarinho, que ela era muito linda e tinha um olhar curioso. E que ela queria sair daquele lugar para descobrir o mundo comigo. E são nesses momentos que vejo que a maternidade nasce de outro lugar, nasce de um amor profundo e intenso e que de repente sopra no seu ouvi: Ei, você já é mãe. Eu já sou mãe. Uma mãe como qualquer uma, que ama, protege, educa, ensina, e que tem muito medo também. A minha relação com os meus filhos sempre vai ser pautada nessas três palavras: transparência, sinceridade e amor".