Contra o preconceito, Gil e Pabllo Vittar falam no Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+

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Reprodução Instagram

Para celebrar o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, o programa ‘Encontro com Fátima de Bernardes’ desta segunda-feira (28) recebeu dois convidados especiais, Gil do Vigor e Pabllo Vittar. Eles deram um depoimento sobre a importância do respeito e apoio à causa da diversidade. O economista aproveitou para lembrar do comediante Paulo Gustavo.

“Ele foi um dos exemplos porque a alegria dele, a forma como ele levava a vida, que regozijo, porque é difícil a gente estar na escola, em todos os lugares, e ter que lidar com piadas, com ofensas, mas a gente é feliz. O Paulo falava que sorrir é um ato de resistência, é mesmo!”.

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Gil ainda reforçou a importância de continuar na jornada contra o preconceito. “Porque a gente não permite que tudo que aconteceu e acontece durante a nossa jornada, faça com que a gente perca a capacidade de sorrir, não vamos não! Estamos aqui para regozijar e ser feliz, olhar pra frente e seguir lutando e caminhando, buscando os nossos direitos”.

Fã de carteirinha da cantora, Gil teceu elogios e falou sobre admiração, força e representatividade. “Nos dias de hoje nós temos muito medo, nós vivemos num país que mais mata LGBTQIA+. Esse medo é diário, medo de se colocar, de se jogar, de ser quem é, de sair na rua e bater no peito com orgulho”, disse o ex-bbb.

“E quando eu olhava pra Pabllo sendo corajosa, colocando as letras e falando que ‘tudo vai ficar bem’, isso me trazia um conforto. Esse problema de eu aceitar quem eu era, de aceitar que Deus me ama, eu não fui feito errado, Deus não errou, ele me fez perfeito e maravilhoso do jeito que eu sou”, concluiu.

Pabllo e Gil participam do Encontro
Pabllo e Gil participam do Encontro (Imagem: Reprodução / TV Globo)

Para reforçar a importância da luta, Pabllo que já sentiu na pele o preconceito, tem consciência dos avanços, mas ressalta que ainda falta muita coisa para mudar. “Muitas pessoas perderam a vida lá trás pra que a gente pudesse estar aqui hoje, eu o Gil e muitas outras pessoas. Transfobia, homofobia é crime!”.

E falou sobre violência: “Na semana passada uma mulher foi queimada viva em Recife e a gente não pode deixar que isso vire corriqueiro, que se naturalize porque não entra na minha cabeça essa violência que a gente vive todos os dias, é como o Gil falou, a gente tem medo de sair na rua, a gente tem medo pela nossa família, pelos nossos amigos, pelas pessoas que a gente ama”.

“É muito importante falar nesse dia, nesse mês e durante o ano todo o quão é prejudicial não falar isso nas escolas, não colocar cedo para as nossas crianças, pra que elas cresçam sabendo respeitar o próximo e saber que vivemos num mundo diverso e respeitar essas diferenças”, conta.

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