General criticado por Bolsonaro leva livro de Ustra às sessões da Comissão de Anistia

General Luiz Eduardo Rocha Paiva. Foto: Moreira Moriz/Agência Senado

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Nos intervalos dos julgamentos, obra fica à disposição dos outros conselheiros.

  • Paiva escreveu o prefácio de “A verdade sufocada”; livro chegou a ser recomendado por Bolsonaro a uma professora "de esquerda".

Conselheiro da Comissão de Anistia, o general da reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva leva para todas as sessões da comissão o livro de memórias de Carlos Brilhante Ustra, militar condenado por tortura na ditadura militar e exaltado, em mais de uma oportunidade, pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).

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A informação é da Revista Época, segundo a qual Paiva escreveu o prefácio de “A verdade sufocada”. O livro chegou a ser recomendado por Bolsonaro, dias atrás, a uma professora que ele classificou como "de esquerda".

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Nos intervalos dos julgamentos do colegiado, que analisa indenizações para vítimas da ditadura, Rocha Paiva deixa o livro do ex-chefe do DOI-CODI, órgão de repressão do regime, à disposição dos outros conselheiros.

Em julho passado, Rocha Paiva foi chamado por Bolsonaro de "general melancia" — vermelho comunista por dentro e verde militar por fora — depois de o militar dizer que Bolsonaro havia sido grosseiro e antipatriótico ao criticar nordestinos.

Na ocasião, o presidente se referira aos nordestinos como “paraíbas”. Em mensagem nas redes sociais, Bolsonaro disse que o militar se aliara ao governador do Maranhão, Flávio Dino, e o chamou de “melancia” e “defensor da guerrilha do Araguaia”.

“O melhor de tudo foi ver um único general, Luiz Rocha Paiva, se aliar ao PCdoB de Flávio Dino para me chamar de antipatriótico. Sem querer, descobrimos um melancia, defensor da Guerrilha do Araguaia, em pleno século XXI”, disse, na ocasião.