Geisy Arruda sobre censura: 'Me persegue há anos, mas não aceito'

Geisy Arruda fala sobre censura e reclusão na Europa após estresse (Foto: Reprodução/Instagram @geisy_arruda)

De férias em Portugal com a família, Geisy Arruda relaxa corpo e mente após um ano agitado. A modelo comemorou dez anos de carreira, lançou seu canal no YouTube e o primeiro livro de contos eróticos. Mas nem tudo são flores: em entrevista ao Yahoo, a morena revela que está cansada de ser censurada. “É algo que me persegue há muitos anos e eu vivo protestando pelos meus direitos”, diz.

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Recentemente, a entrevista com o ator Kid Bengala no Ponto G foi alvo de denúncias e retirada do YouTube por violar as políticas da plataforma sobre nudez. “Não tinha nada demais na entrevista”, lembra. Ela também conta que é frequentemente denunciada nas redes sociais por conta das fotos sensuais e que não vai aceitar que limitem sua liberdade. “Nunca permiti que as pessoas me dissessem o que fazer, me proibissem... Sempre questionei demais as regras e as leis de comportamento”, dispara.

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Seu livro, ‘O Prazer da Vingança’, quase não foi lançado por conta dos nudes caseiros que ela decidiu incluir na publicação. “Eram fotos para mandar para os ‘boys’ e fui convidada a retirá-las. Foram muitas reuniões, choros e brigas. “É muito complicado. As pessoas deveriam respeitar a arte”, declara.

A modelo atribui o preconceito das pessoas pelo seu trabalho à falta de informação. Ela chegou a ser acusada de incentivar o estupro por publicar fotos praticando o shibari. “As pessoas não conhecem e se assustam. É preciso olhar ao redor e não aceitar viver em uma caixa”, opina.

Refúgio na Europa

É no frio europeu que ela vai passar o Natal e o Ano Novo ao lado da irmã e dos sobrinhos pequenos. As crianças de 11 e 7 anos, inclusive, sabem do trabalho da tia e torcem pelo seu sucesso. “Graças a Deus nunca sofri rejeição da família. Sempre tive o apoio de todos”, garante.

São eles também que dão colo para a modelo, que chegou em Portugal no auge do estresse. “Cheguei aqui no ápice. Tenho essa preocupação de ficar reclusa. Preciso ir para um país onde ninguém me conhece, voltar ao eixo e a ser uma pessoa normal”, conta.

Outro hobby da eterna musa do vestido cor-de-rosa? Compras! “Sou uma mulher solteira, independente, tenho meu dinheiro e venho para a Europa para comprar as coisas que eu gosto. É uma forma de limpar a mente”, diz. O shopping center, no entanto, é só um “algo a mais” na rotina comum que Geisy tanto desejou para esse fim de ano. “Gosto de andar de ônibus e metrô aqui pra dar uma ‘humanizada’. Hoje, por exemplo, vou buscar meu sobrinho na escola e ir ao supermercado”, brinca.