Garoto de 9 anos sofre bullying por gostar de rosa e recebe o melhor apoio da família

Reprodução/Twitter @BijlaniDiksha

Ser uma criança com traços femininos não é fácil, especialmente em países como a Índia. Um garoto de 9 anos morador da cidade de Allahabad sabe bem o que é isso e seu gosto pelas coisas chamadas “de menina” deixou muita gente incomodada.

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Sua história foi contada por sua prima, Diksha Bijlani, e ela diz que o menino adora pintar as unhas, usar batom e aprender a cozinhar. Mas esse lado feminino causa desconforto em muita gente e Diksha afirma que o primo é, muitas vezes, alvo de piadas.

“Eu acordei de manhã e minha tia estava se preparando para sair. Ela estava com esse pequeno batom e quando ele viu, pediu à ela. Ela então deu de presente para ele e ele imediatamente colocou nos lábios. Mas então alguém disse para ele: você está tentando ser chakka (termo usado para se referir a transgêneros)”, contou ao Metro.

A reação do menino é de partir o coração. “Ele nem mesmo entendeu o que isso significa, mas a mesma pessoa começou a provocá-lo. Ele se escondeu embaixo da cama e pressionou os lábios com medo de que todos nós estivéssemos bravos com ele”.

Reprodução/Twitter @BijlaniDiksha

No Twitter, Diksha se refere ao primo como Little Cuz, para preservar sua identidade, e para ajudá-lo a se sentir confortável e aceito, ela resolveu aplicar o batom também. “Tivemos que chamá-lo para que ele saísse debaixo da cama e dissemos: ‘olha, estamos usando batom também’. Ao sair, ele viu meu irmão de batom e sorriu. Ele viu eu e meu irmão tirando fotos e os outros primos em volta aplaudindo. Então ele veio devagar e começou a posar com a gente também”.

Reprodução/Twitter @BijlaniDiksha

A jovem ressaltou a importância de se criar um ambiente seguro e liberal para as crianças. “É tão importante perceber que temos a responsabilidade de dar à toda criança um espaço seguro para que eles abracem seu ambiente e a variedade de gênero”.

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Diksha segue dizendo que a homofobia e transfobia está se tornando “um grande problema passado de gerações antigas para as novas”. “Se não nos tornarmos uma porta entre essa proliferação de ideias e pará-las, isso certamente se tornará um problema maior do que já é”.