Gaby Amarantos leva rap indígena à posse de Lula em show com falhas técnicas

***ARQUIVO***RIO DE JANEIRO, RJ, 03.10.2019 - Show da cantora Gaby Amarantos durante o festival Rock in Rio. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)
***ARQUIVO***RIO DE JANEIRO, RJ, 03.10.2019 - Show da cantora Gaby Amarantos durante o festival Rock in Rio. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A chuva fina espantava parte do público quando Gaby Amarantos subiu ao palco Elza Soares no Festival do Futuro, em Brasília, na madrugada desta segunda (2). O evento, na Esplanada dos Ministérios, marca a posse de Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores.

O atraso somado a ruídos de microfonia e pouca nitidez de sons graves atrapalharam a cantora, especialmente no início do show. Os problemas chegaram a interromper a apresentação, mas foram amenizados no decorrer do espetáculo.

A cantora paraense foi a única artista do norte do país a encabeçar um dos shows do festival. Amarantos trouxe para seu espetáculo músicas, projeções e artistas que dialogam não só com a região norte como também com questões indígenas -a região tem maior contingente de povos tradicionais no país.

Cantando em língua originária, a rapper Kaê Guajajara mostrou seu cruzamento de rap e eletrônica seguida por Jaloo. Nome importante do indie nacional, fez um dueto com Amarantos em uma de suas músicas de maior sucesso, "Chuva". Outro nome que subiu ao palco foi a paraense Aíla, uma das revelações do estado.

Solo no palco, Amarantos apresentou um catálogo sonoro do Pará como se acostumou a fazer nos últimos anos. Ponto alto foi o medley de sucessos brasileiros aos ares paraenses em que a cantora revisitou faixas como "Frevo Mulher" e "Banzeiro" com texturas eletrônicas de peso e velocidade.

Suas interpretações de tecnobrega também ganharam destaque. A faixa "O Que Pensa Que eu Sou?", da banda Djavú, empolgou o público.

Prática comum entre bandas do norte do país, as versões de sucessos internacionais também tiveram palco. Amrantos emendou "Reacender a Chama", versão de "True Colors" da Cindy Lauper, e "Não Vou te Deixar", versão de "I Don't Want to Get Hurt", da banda Roxette.

Os sucessos da própria Amarantos só surgiram quando o acerto era inquestionável. Foi o caso de "Xirley", faixa que mostrou a artista ao país em 2011, do carimbó maximalista "Cachaça de Jambu" e mesmo de "Galera da Laje" -canção da Gang do Eletro que fez sucesso com Gaby.