Gabriel Elias é atração do Rock in Rio com som otimista e praiano

FABIANA SCHIAVON

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O músico mineiro Gabriel Elias, 25, é a atração principal do palco Super Nova do Rock in Rio, neste domingo (29). O espaço é reservado a revelações da música brasileira. Com seu som praiano e solar, muito próximo do que faz Vitor Kley --de quem é amigo--, Elias chega ao festival com uma nova versão de seu sucesso "Solstício de Verão", que foi regravado com a participação da banda Maneva. 

Elias conta que sua formação musical nasceu no auge do reggae. "Era a época em que só se ouvia Armandinho com 'Desenho de Deus', Natiruts com 'Natiruts Reggae Power' e 'Um Anjo do Céu' e, ao mesmo tempo, foi quando eu comecei a tocar violão. O amor pela praia e por essas canções se tornaram a minha verdade", explica o músico que nem parece mineiro.

"Muita gente acha que sou do Sul por causa disso. Sempre falo que Minas não tem praia, mas a primeira oportunidade que tem, o mineiro corre para o litoral. Qualquer feriado, estamos lá", brinca ele. 

O repertório de Elias já é grande. Ele tem dois discos gravados, "Solar", de 2017, e "4 Estações", lançado este ano, que trouxe a canção "Solstício de Verão". Para reaquecer as suas canções, ele criou o projeto "Casa de Praia", com vídeos no YouTube em que canta, ao vivo, em um formato de lual e já rendeu quase 40 milhões de visualizações. 

"É o projeto em que a gente coloca o pé na areia para fazer a versão acústica dessas músicas. Fez sucesso porque leva o ouvinte pra praia, eu já vi os vídeos tocando muito em restaurantes, em casas de praia, porque é agradável de ficar assistindo", afirma o músico. 

"Solstício de Verão" com a participação do Maneva é o primeiro single do "Casa de Praia - Volume 2", que será lançado em 18 de outubro. "Eu e o Tales [do Maneva] somos muito amigos e ele sempre falou que essa música era muito a cara da banda deles. Quando o rolou essa nova edição do 'Casa de Praia', resolvemos gravar juntos", conta ele. Elias também já participou de uma música desta banda de reggae, "Corre pro Meu Mar". 

Mesmo com sua relação com o reggae, Elias vê que suas músicas são mais abrangentes. "O reggae é uma das coisas do nosso som. Tem faixas pop, como 'Fiz Esse Som pra Você', é como um pop praiano", avalia.

As letras otimistas e solares também fazem parte da filosofia de uma geração. Elias conta que sempre conviveu com Vitor Kley e com o trio Melim, e eles já falavam sobre levar esse tipo de energia às suas canções. "Chegamos em meio a uma onda musical sobre ostentação, remamos contra a maré, mas chegamos lá", afirma o músico. 

Eles e os amigos já cantavam versos de "Sol" (de Kley) e "Meu Abrigo" (de Melim), sucessos de seus colegas, sem imaginar na repercussão que essas duas músicas teriam. "É incrível pensar que a gente já falou tanto sobre isso, sentado no sofá cantando violão e, de repente, esse movimento ganhou essa proporção", lembra o artista.

 "Tudo o que eu escrevo tem um lado positivo. Posso falar de saudade, mas de forma otimista. É algo que eu obrigo a fazer. Quando a pessoa repetir essa música, ela absorve essa ideia", afirma o cantor.