Funkeiras travestis acusam YouTube de transfobia após ter canal excluído

A dupla Irmãs de Pau teve a conta no YouTube excluída (Reprodução/Instagram)

Resumo da Notícia:

  • Funkeiras travestis "Irmãs de Pau" acusam o YouTube de transfobia;

  • Plataforma excluiu canal das funkeiras alegando violação das diretrizes;

  • Elas pedem ajuda para recuperarem a conta;

A dupla Irmãs de Pau teve seu canal no YouTube deletado pela plataforma e todos os clipes de suas músicas, que contavam com milhares de visualizações, foram excluídos. As funkeiras, que são travestis, acusam a rede social de transfobia.

As cantoras Vita Pereira e Isma Almeida publicaram um comunicado em suas redes sociais explicando que levaram mais de um ano para produzir os dois videoclipes e um álbum inteiro para colocar no ar.

"Vocês sabem como é difícil viver neste mercado sendo artistas independentes, juntando as moedinhas e parceiros que colaboram com a nossa produção para realizar os nossos projetos", diz parte do comunicado.

As funkeiras receberam um e-mail do YouTube informando que elas haviam violado as regras de uso da plataforma ao publicar conteúdos com teor considerado ofensivo.

"Esta conta foi encerrada por diversas ou severas violações às políticas do YouTube sobre nudez e conteúdo sexual", diz a mensagem que as artistas receberam.

As letras das músicas de Vita e Isma cantam abertamente sobre temas sexuais, e não diferem do que muitos outros artistas heterossexuais do mesmo segmento fazem.

"Justo no mês da visibilidade trans/travesti recebemos essa... Sabemos que nossas vozes nasaladas e nossas letras incomodam muita gente e que nosso corre é muito mais embaixo, mas não vamos desistir dos nossos direitos. Essa atitude é uma forma de criminalizar o funk e sobretudo transfobia, afinal, só as Irmãs de Pau estão cantando putaria nesse Brasil?", questionou a dupla em comunicado postado nas redes sociais.

Irmãs de Pau iniciou a carreira no início de 2021 e lançou a música Travequeiro. Seu clipe contava com mais de 30 mil visualizações no YouTube.

"Nesse momento precisamos da união de todes que apoiam nosso trabalho, fãs, familiares, amigos, produtores, contratantes, festas, festivais e todos que são contra essa injustiça. Queremos reverter essa situação e conseguir novamente nosso canal", disse a dupla.

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