Funkeira, bissexual e mãe, Pocah diz que é atacada porque 'está no caminho certo'

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A cantora Pocah diz já estar calejada por ser constantemente julgada nas redes sociais e na vida real. "Ainda mais sendo uma mulher no funk, bissexual e mãe. As pessoas sempre vão caçar um jeito de te atacar, de te ferir, de te invalidar na sociedade", afirma.

Mais do que estar acostumada, ela diz acreditar que ser atacada mostra que "está no caminho certo". "Ninguém ataca pedra no que está morto", afirma. Mas acrescenta que não quer que a sua filha, Vitória, 6, passe pelo que ela já passou.

"Eu luto porque quero que ela cresça num mundo melhor, que respeite ela, em que ela tenha liberdade para ser o que quiser e que seja mais leve com ela", diz.

Dez anos após ter estourado no Brasil com o hit "Mulher do Poder", Pocah prepara para este ano o seu primeiro álbum, que terá contornos autobiográficos. "Estou a fim de contar a minha história em forma de música", antecipa.

O trabalho terá composições dedicadas à filha e também ao noivo Ronan Souza. Ela, aliás, afirma que deseja ter um filho com ele —Vitória é fruto de relacionamento anterior da funkeira.

O primeiro single do álbum, "Não Sai da Minha Mente", acaba de ser lançado e mostra uma nova faceta de Pocah. A música, em parceria com os rappers BIN e Leonel, transita pelo afrobeat pop. "Eu sigo amando o funk e tudo o que ele já me proporcionou na vida. Ele segue no álbum", explica.

"Mas quero mostrar de forma mais clara que eu não estou numa caixa. Não quero ser limitada", conclui.