Funcionária é demitida após se recusar a instalar app de monitoramento no celular

Marcus Couto
·2 minuto de leitura
Foto de um celular sendo manuseado por uma mulher.
App de monitoramento foi motivo de demissão no Canadá. (Foto: Getty Images)
  • Uma mulher canadense foi demitida depois de se recusar a instalar em seu celular um aplicativo de monitoramento.

  • Ela foi demitida dois meses depois de se recusar a fazer a instalação.

  • App registrava quando funcionários entravam e saíam do local de trabalho.

Uma mulher afirma ter sido demitida depois de ter se recusado a instalar em seu smartphone um aplicativo que monitorava a sua posição geográfica. As informações são de reportagem da rede de notícias CBC News.

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Michelle Dionne trabalhava no time de limpeza de uma escola no Canadá. Ela realizava trabalhos de limpeza extra para garantir a desinfecção de equipamentos da escola por conta da pandemia da COVID-19.

Dionne conta que depois de pouco mais de um mês no trabalho, todos os funcionários receberam um e-mail da chefia responsável por sua contratação. Nesse e-mail, o gerente avisava que a partir daquele momento, todos os funcionários seriam obrigados a instalar em seus telefones pessoais um aplicativo que faria o monitoramento de suas localizações.

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O argumento da empresa era de que o aplicativo seria utilizado para monitorar a presença dos trabalhadores no local de trabalho, no horário contratado.

Demissão

Dionne se recusou a instalar o app. Ela alegou preocupações em relação à preservação de sua privacidade. Dois meses depois, ela recebeu sua carta de demissão. Entre as justificativas, estava a recusa na instalação do aplicativo.

A empresa responsável pelo programa explica que ele cria uma espécie de “cerca virtual” em torno do local de trabalho – e avisa ao contratante apenas quando o funcionário entra e sai desse território. Mas Dionne argumenta que não recebeu explicações mais detalhadas sobre como o aplicativo funcionava.

Especialistas apontam que esse tipo de tecnologia, principalmente no contexto da pandemia do novo coronavírus, pode dar origem a uma nova geração de mecanismos que tendem a aumentar o controle e monitoramento das empresas sobre seus funcionários.

Apesar de Dionne lamentar a demissão, ela afirma que agora irá consultar outros colegas, para entender se ela foi a única que se sentiu desrespeitada – e pensar em estratégias de ação a partir daí.

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