'Fui vítima de tráfico de pessoas e escravizado no Reino Unido', diz Mo Farah

Sir Mo Farah credit:Bang Showbiz
Sir Mo Farah credit:Bang Showbiz

Mo Farah foi vítima de tráfico de pessoas e revelou ter passado seus primeiros anos na Grã-Bretanha trabalhando em condições análogas à escravidão.

O tetracampeão olímpico fez revelações bombásticas sobre o seu passado em um documentário da emissora BBC, 'The Real Mo Farah', que irá ao ar nesta quarta-feira (13).

Sir Mo Farah, como o atleta é conhecido hoje, havia alegado anteriormente que tinha desembarcado no Reino Unido para morar com seu pai, porém, agora, esclareceu que o pai morreu durante a guerra civil de seu país natal, a Somália.

Quase tudo o que se sabia sobre a juventude do corredor é ficção. Em um dos trechos mais chocantes do documentário, Mo afirmou que foi "traficado" para a Grã-Bretanha e que passou anos sendo forçado a trabalhar em condições análogas à escravidão para a família da mulher que o transportou ilegalmente ao país.

"Há algo sobre mim que vocês não sabem. É um segredo que guardo desde criança. E poder encarar e falar sobre os fatos, como tudo aconteceu, por que aconteceu, é doloroso. A verdade é que não sou quem vocês pensam que sou. E agora, custe o que custar, preciso contar a história real", começou o astro.

Ao longo da reflexão, Mo, 39, faz exatamente isso. Em um dado momento, ele apresenta seu passaporte e diz: "Sim, essa é minha foto, mas este não é meu nome. Durante anos, fui mantido em cárcere privado. Passei anos preso", disse ele em um trecho da entrevista à BBC, na qual anunciou que o seu nome verdadeiro é Hussein Abdi Kahin e que ele não pôde ir à escola, pois era forçado a trabalhar para ter o que comer.

A mulher que o manteve trabalhando em condições precárias dizia: "Se você quiser ver sua família novamente, não diga nada", relembrou ele, acrescentando que "muitas vezes se trancava no banheiro e chorava".

O esportista teme ser destituído de sua cidadania britânica por ter entrado com o processo usando informações falsas. Entretanto, apesar de ter revelado que sua nacionalidade foi obtida através de uma fraude, a polícia britânica emitiu um comunicado nesta terça-feira (12) garantindo que "nenhuma ação será aberta contra Sir Mo, e que sugerir algo desta natureza é imoral", pois, aos nove anos de idade, ele não tinha controle sobre a escolha de entrar ilegalmente da Grã-Bretanha.

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