Frias diz que Doria é 'farsa patética' e ameaça punir governador caso ele inaugure Museu do Ipiranga

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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 07.09.2020 - O secretário de Cultura do governo Jair Bolsonaro, Mário Frias. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 07.09.2020 - O secretário de Cultura do governo Jair Bolsonaro, Mário Frias. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O secretário especial da Cultura, Mario Frias, voltou a atacar o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), por causa das obras do Museu do Ipiranga, na capital paulista.

Nesta quinta (2), Frias respondeu um post de Doria sobre a reabertura do equipamento, prevista para setembro de 2022, e chamou o governador de "farsa patética".

O secretário também chegou a ameaçar o governador com punições caso ele inaugure o museu sem sua "permissão". Ele diz que poderá reprovar as contas da reforma e forçar a devolução de todo o investimento.

"O sujeito é uma farsa patética. Não vou discutir com alguém que mente patologicamente. Faz assim, tenta inaugurar a obra sem a minha permissão. Irei aplicar a punição prevista, reprovando as contas da reforma, forçando a devolução de todo investimento. Vai lá, tente inaugurar", escreveu Frias.

O secretário de cultura do estado de SP, Sérgio Sá Leitão, rebateu a publicação de Frias. "Estamos trabalhando para reabrir o museu a tempo da celebração do Bicentenário da Independência. Infelizmente, funcionários do governo federal tem feito o possível para prejudicar o andamento do projeto. Sem qualquer base legal. Agora, atacam de modo vil o governador", disse.

"E ameaçam a continuidade da obra, que está 70% feita. Querem destruir o que fazemos com rigor, excelência e respeito à história e ao patrimônio cultural do Brasil. São Paulo valoriza a cultura e não deixará que este devaneio autoritário prevaleça. Viva o Museu do Ipiranga!", seguiu Sá Leitão. Doria não quis comentar.

​Desde o começo do ano, Mario Frias tem feito críticas a Doria e Sá Leitão afirmando que as obras do Museu do Ipiranga são custeadas pelo governo federal, e não pelo governador.

Como a coluna noticiou em julho, o novo decreto do governo Bolsonaro sobre a Lei Rouanet eleva o tom da disputa entre Frias e o Governo de SP. Um dos parágrafos que foi inserido determina que a inauguração, a divulgação e a promoção dos projetos que utilizaram recursos da Rouanet por parte de estados e municípios só poderão ocorrer após a autorização do governo federal.

Naquele momento, Sá Leitão afirmou à coluna que a avaliação do Governo de SP é a de que o decreto é “eivado de ilegalidades”, fere o pacto federativo e afirma ainda que estão estudando medidas legais cabíveis. “É um governo que não faz nada na área da cultura e quer atrapalhar quem faz”, diz.

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