#FreeBritney: um exército digital que vai além dos fãs da pop star

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As comediantes Babs Gray (à direita) e Tess Barker gravam seu podcast "Toxic" sobre a história de Britney Spears, em Hollywood em 13 de julho de 2021

Tudo começou como um podcast de humor sobre o Instagram de Britney Spears. Anos depois, a #FreeBritney mobiliza nas redes sociais, além de seus fãs, organizações de pessoas vulneráveis e defensores dos direitos cívicos para livrar a estrela de uma tutela.

Em 2017, Tess Barker e Babs Gray só queriam se divertir com a rede social da intérprete de "Oops! ... I Did It Again".

Mas essas comediantes americanas ficaram intrigadas com o mecanismo legal que deu ao pai de Britney Spears em 2008 o poder de decidir quase todos os aspectos de sua vida, após uma série de comportamentos erráticos da artista que os paparazzi ajudaram a divulgar.

"E se tornou um podcast investigativo, intitulado 'Toxic' ", diz Barker.

Com sua colega, elas mergulharam em audiências jurídicas sobre o assunto para encontrar pistas sobre o que estava por trás disso.

Em 2019, Britney Spears desapareceu das redes sociais e eles receberam uma mensagem de áudio alarmante: a estrela havia sido internada à força em uma clínica psiquiátrica. O informante disse ser ex-membro de uma empresa que também administra a tutela.

O próximo episódio do podcast, intitulado "#FreeBritney" (Free Britney), viralizou globalmente.

A hashtag permanece ativa depois de ter sido usada meio milhão de vezes quando Britney Spears deu um testemunho explosivo no final de junho.

"Traumatizada" e "deprimida", ela afirmava não ter poder para decidir sobre suas amizades, suas finanças e até mesmo sobre sua vontade ou não de conceber um filho.

O lema também é usado em cartazes nos protestos pró-Britney durante audiências sobre o caso no tribunal de Los Angeles e em manifestações em outras cidades.

"Há muitas pessoas envolvidas no movimento #FreeBritney que nem mesmo ouvem suas músicas", disse Babs Gray.

Associações de vulneráveis, defensores dos direitos civis e advogados juntaram-se à causa, o que já é uma grande vitória para Jordan Miller, que dirige o site de fãs BreatheHeavy e assina posts com o FreeBritney desde 2009.

“Foram anos escrevendo sobre isso, falando sobre isso, para que o mundo visse o que eu vejo há muito tempo”, diz esse homem.

“O final feliz seria se Britney Spears pudesse um dia desfrutar das mesmas liberdades a que todos têm direito”, conclui Tess Barker.

E na quarta-feira, a cantora deu um primeiro passo: um juiz a autorizou a escolher pela primeira vez em 13 anos seu próprio advogado para tentar anular a tutela, que a priva de grande parte de sua autonomia.

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