Francisco Toledo, artista que injetou nova vida nas tradições do México, morre aos 79 anos

Artista mexicano Francisco Toledo em Monterrey

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Francisco Toledo, que revolucionou o mundo artístico mexicano nos anos 1960 com sua nova abordagem na pintura, na escultura, na impressão, na tapeçaria e na preservação da herança cultural que o inspirou, morreu na quinta-feira, aos 79 anos.

"O mundo da arte está de luto", disse o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, no Twitter.

"O mestre Francisco Toledo, de Oaxaca, pintor incrível e promotor cultural extraordinário, verdadeiro defensor da natureza, dos costumes e das tradições do nosso povo, faleceu. Descanse em paz".

A obra de Toledo, repleta de macacos, insetos e esqueletos em tons terrosos, refletiu sua origem indígena e seu amor pela natureza.

Ela também simbolizou uma ruptura com os muralistas fortemente inspirados pelos conflitos civis que dominaram o panorama da maior parte da primeira metade do século 20.

Com seu cabelo despenteado, suas roupas desleixadas e seu gosto pelas sandálias de couro conhecidas como huaraches, Toledo foi um defensor aguerrido da cultura de seu Estado natal, Oaxaca, terra do povo indígena zapotec.

Em 2005, Toledo recebeu o Prêmio Right Livelihood, também conhecido como o Prêmio Nobel alternativo da Suécia, "por dedicar a si mesmo e a sua arte à proteção e ao fortalecimento da herança, do meio ambiente e da vida comunitária de sua Oaxaca nativa".

A casa de leilões Christie's disse em seu site que vendeu uma das peças de Toledo, criada em 1975 e intitulada "Tortuga poniendo huevos", por pouco mais de um milhão de dólares.

(Por Anthony Esposito)