Folclore: conheça 5 principais personagens que representam a cultura brasileira

O Saci tem apenas uma perna (Getty Images)

O folclore brasileiro é repleto de histórias, lendas, mitos e personagens diversos. Alguns vieram do imaginário dos povos originais do país, os indígenas de todas as regiões. Outros, têm influências europeias e africanas, criando a mistura cultural que também explica a diversidade brasileira.

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Mas só no século XIX que ele começou a ganhar importância no meio social. O Brasil então ganhou o Dia do Folclore, que é celebrado no 22 de agosto e o Dia do Saci, sempre em 31 de outubro, que é um contraponto à “invasão cultural” do Halloween. Veja quais os 5 principais personagens do nosso folclore.

Saci Pererê x Halloween

O famoso Saci-Pererê é descrito como um menino negro que tem uma perna só, usa um gorro vermelho e está sempre pulando por aí com um cachimbo na boca. As primeiras histórias sobre o menino surgiram nas tribos indígenas do sul do país. Sua lenda tem influência da cultura africana, pois o Saci teria perdido sua perna em uma luta de capoeira. O Saci é conhecido por ser muito brincalhão e fazer várias travessuras como fazer a comida queimar na panela, trocar o sal pelo açúcar, fazer tranças no rabo dos cavalos, assobiar para assustar animais e pessoas e esconder objetos.

O Saci-Pererê é um personagem tão importante no folclore brasileiro, que ele tem uma data só para ele: 31 de outubro é o Dia do Saci, data que muitas pessoas consideram como uma alternativa ao Halloween, para valorizar a cultura nacional.

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Iara é a sereia brasileira

A Iara é a personagem da lenda da Mãe D'Água, que conta que ela é metade mulher e metade peixe (como uma sereia) e habita os rios da região amazônica. Ela tem os cabelos negros, compridos e uma voz hipnotizante que atrai todos os homens. Sua lenda de origem indígena diz que Iara era uma linda jovem e seus irmãos sentiam inveja de sua beleza. Então, para se livrar dela, os irmãos resolvem matá-la.

Mas, Iara consegue matar os seus irmãos primeiro e foge para não sofrer com a punição do seu pai, o pajé da tribo. Só que ele a encontra e lança a filha ao rio. Ela é salva por peixes e transformada em Mãe d’Água. E é por isso, como vingança, que a índia-sereia começa a usar a sua beleza e sedutora voz para atrair os homens ao fundo do rio, matando-os afogados.

Mula Sem Cabeça

A Mula Sem Cabeça solta fogo pelo pescoço (Getty Images)

A Mula sem Cabeça também é muito popular no folclore brasileiro. Ela é descrita como uma mula de cor marrom ou preta e que solta fogo no lugar da sua cabeça. A origem da lenda é desconhecida, mas acredita-se que tenha relação com a chegada dos Jesuítas e o catolicismo no país. De acordo com a história, toda a mulher que se apaixonava por um padre se virava em mula sem cabeça. Enfeitiçada, transformava-se às quintas-feiras e passava a noite correndo pelas matas, matando tudo o que encontra pelo seu caminho.

Boitatá tem mais de uma versão

O Boitatá é uma gigantesca cobra de fogo segundo as lendas folclóricas. O nome Boitatá é de origem tupi-guarani (mboi = cobra | tatá = fogo). Ele vive nas matas e protege a floresta contra a degradação provocada pelo ser humano, principalmente as queimadas. De acordo com a lenda, a pessoa que olha diretamente para um Boitatá fica cega, louca ou morre.

De origem indígena, há outras diferentes lendas do Boitatá, mas o primeiro relato escrito da história data do século XVI, feito pelo Padre José de Anchieta, que descreve uma criatura em forma de serpente é feita de fogo. Mas, em outras regiões do país, o Boitatá também é descrito como um touro que cospe fogo pela boca.

Curupira defende a floresta do destruidores

As pernas do Curupira são viradas ao contrário (Getty Images)

Como o Saci, o Curupira é habita as florestas e é conhecido por fazer muitas travessuras, mas não tão divertidas. Ele é descrito como um anão de cabelos ruivos, com muitos pelos pelo corpo e os pés virados para trás. Justamente, ele usa o fato de ter os pés virados ao contrário como uma artimanha para enganar as pessoas, fazendo com que se percam e fiquem presas na mata. As primeiras lendas do Curupira são do século XVI, quando os jesuítas o chamavam de "demônio que persegue os índios". E, ao contrário do Saci, o Curupira é considerado um ser maléfico e sempre foi muito temido. Mas também de acordo com a lenda, ele persegue as pessoas que desrespeitam a floresta, como lenhadores e caçadores.