'Foi a melhor decisão que já tomei', diz atriz sobre aborto

Atriz fala sobre aborto – Reprodução/Instagram @jameelajamilofficial

Jameela Jamil resolveu dar uma opinião sincera sobre a decisão do estado da Georgia (EUA) de tornar o aborto uma prática ilegal. A atriz de ‘The Good Place’ contou no Twitter que já fez um aborto e que foi a “melhor decisão que já tomou”, causando comoção entre seus seguidores.

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“Fiz um aborto quando era mais nova e foi a melhor decisão que já tomei. Tanto para mim quanto para o bebê que eu não queria e não estava pronta para ter. Emocionalmente, psicologicamente e financeiramente. Tantas crianças vão parar em orfanatos, tantas têm a vida arruinada. É tão cruel”, disse em seu post.

Ela complementou dizendo que a nova lei da Georgia é muito triste, desumana e uma demonstração de ódio às mulheres. “É um desrespeito pelos nossos direitos, corpos, saúde mental e, principalmente, uma punição para vítimas de estupro, que são forçadas a ter um bebê de seu estuprador”.

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A Geórgia é o quarto estado americano a aprovar uma lei tão restritiva, sendo os outros três Kentucky, Mississippi e Ohio. Muitas mulheres mostraram seu apoio a Jameela, confirmando que cabe apenas às mulheres decidirem o que fazem com seus corpos.

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“Nós temos que lutar para garantir que nossos direitos”

A atriz Milla jovovich conhecida por conta de seu trabalho em ‘Resident Evil’ também se manifestou contra decisão da Geórgia e falou sobre o aborto que passou quando estava grávida de quatro meses.

“Eu nunca quis falar sobre essa experiência. Mas eu não posso permanecer em silêncio quando tanto está sob risco. Nossos direitos como mulheres de obter abortos seguros por médicos experientes estão novamente sob risco. Incluindo em casos de estupro ou incesto”, afirmou a atriz em postagem no Instagram.

“Passei por um aborto de emergência há dois anos. Estava grávida de quatro meses e meio e gravando em um local na Europa Oriental. Entrei em trabalho de parto prematuramente e me disseram que teria que ficar acordada durante todo o procedimento.”

“Foi uma das experiências mais horríveis que já passei. Eu ainda tenho pesadelos com ela. Estava sozinha e sem ajuda. Quando penso no fato que mulheres devem enfrentar abortos em condições ainda piores que eu por causa das novas leis, meu estômago revira”, complementou, que posteriormente desenvolveu um sério distúrbio mental.

“Entrei em uma das piores depressões da minha vida e tive que trabalhar extremamente duro para encontrar a saída. Dei um tempo na minha carreira. Me isolei por alguns meses e tive que manter um rosto forte por meus dois maravilhosos filhos.”

A memória do que passei e o que perdi ficará comigo até o dia em que eu morrer. O aborto é um pesadelo no seu máximo. Nenhuma mulher quer passar por aquilo. Mas nós temos que lutar para garantir que nossos direitos sejam preservados para obter um [aborto] seguro se precisarmos, concluiu.

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