'Fleabag': 5 motivos para ver uma das séries mais elogiadas do ano

(Imagem: divulgação Amazon)

Se você gosta de séries e costuma pesquisar listas das produções queridinhas da crítica atualmente, provavelmente já ouvir falar de ‘Fleabag’. Se ainda não foi apresentado, vale a pena conhecer a atração que vem ganhando alguns dos maiores elogios do ano.

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Criada e estrelada pela britânica Phoebe Waller-Bridge, inspirada num monólogo teatral também escrito por ela, a série gira em torno de uma mulher de trinta e poucos anos lidando com frustrações amorosas e incertezas profissionais na Londres contemporânea.

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‘Fleabag’ teve uma primeira temporada com seis episódios em 2016, produzida pela BBC e distribuída pela Amazon Prime, e foi sendo descoberta aos poucos. O sucesso colocou o nome de Bridge em evidência, a ponto dela ser contratada para colaborar no roteiro do próximo filme de James Bond, por indicação de Daniel Craig, o ator que faz o agente 007. É a primeira mulher a assinar texto da franquia desde 1964.

A segunda temporada, lançada em maio no serviço de streaming com outros seis episódios inéditos, afirmou de vez a originalidade da série. Destacamos abaixo alguns dos elementos que fazem dela um programa imperdível.

É uma conversa da protagonista com a gente

Quebrar a chamada quarta-parede para falar diretamente com quem está assistindo não é um recurso novo, mas a forma como ‘Fleabag’ a utiliza traz um vigor que mergulha o espectador na vida da protagonista conforme ela nos abre seu cotidiano.

Depois de um tempo, uma simples olhadela da personagem para a câmera já é o suficiente para sabermos o que ela está pensando, sugerindo a mesma intimidade que temos com alguém muito próximo.

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É agridoce

Apesar de ser uma comédia, ‘Fleabag’ não é feita apenas de piadas. A sensação constante de deslocamento da protagonista, que ainda não encontrou seu lugar no mundo, também é fonte de crises dramáticas, principalmente na relação com os familiares. Além disso, à medida que conhecemos os outros personagens, vemos que todos têm seus momentos de fraqueza, o que rende cenas para lá de sensíveis.

Tem a vencedora do Oscar de melhor atriz em 2019

Olivia Colman bateu Glenn Close e Lady Gaga no Oscar deste ano pela atuação no filme ‘A Favorita’, e a série é mais uma oportunidade de desfrutar do talento da atriz. Aqui ela interpreta uma artista plástica que namora o pai da protagonista, e tem um ótimo desempenho como uma personagem que é a definição do termo “passivo-agressiva”, alguém capaz das atitudes mais crueis sem perder a elegância.

Giphy

Os personagens secundários são ótimos

Cada personagem que aparece em ‘Fleabag’ tem sua chance de brilhar, por menor que seja a aparição. Desde a irmã workaholic interpretada por Sian Clifford e seu marido cafajeste (Brett Gelman, de ‘Stranger Things’), até o Padre da segunda temporada (Andrew Scott), passando pelos ex-namorados da protagonista. Todos tem uma personalidade própria que ajuda a dar graça às cenas.

A edição é um show à parte

Na estrutura narrativa da série a edição é responsável por costurar os pulos no passado e no futuro dos acontecimentos, muitas vezes de forma surpreendente e interrompendo uma ação no meio para dar a ela um novo significado. Espalhados em conta-gostas, os flashbacks ajudam a contar o passado de Fleabag, principalmente a relação com a melhor amiga, Boo (Jenny Rainsford).