Flávio Bolsonaro minimiza mortos na lista de apoio ao Aliança: "erro"

Ricardo Moraes/Reuters

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um erro de registro: assim Bolsonaro e o filho Flávio justificaram o fato de o TSE ter identificado ao menos sete assinaturas de pessoas mortas na lista de criação do Aliança pelo Brasil.

  • "São sete mortes. Um, o cara lá assinou a ficha e, na semana seguinte, teve uma acidente de motocicleta. Morreu. Os outros meia dúzia... Só sete, né?”, definiu o presidente.

Um erro de registro: assim o presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), atribuíram o fato de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter identificado ao menos sete assinaturas de pessoas mortas na lista de apoio para a criação do Aliança pelo Brasil. A informação havia sido revelada pelo jornal "O Estado de S. Paulo".

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Em frente ao Palácio da Alvorada, nessa sexta (6), Bolsonaro justificou: "São sete mortes. Um, o cara lá assinou a ficha e, na semana seguinte, teve uma acidente de motocicleta. Morreu. Os outros meia dúzia... Só sete, né? De não sei quantos mil, 50 mil. Sete apenas. Era CPF errado, a numeração errada, só isso aí", definiu.

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Já o senador, primogênito do presidente, disse, em nota, se tratar de um "erro no preenchimento dos dados". "Após revisão dos dados inseridos no sistema do TSE, foram identificados que dos sete casos listados em relatório como 'eleitor falecido', seis foram preenchidos com o número errado do título de eleitor do apoiador, ou alguma outra falha técnica similar", informa o texto.

Pela primeira vez, nessa sexta, Bolsonaro admitiu ontem, a jornalistas, que o Aliança pelo Brasil não deve obter registro do TSE a tempo de participar das eleições municipais deste ano. "Pelo que tudo indica, não dá tempo de sair", admitiu.

Se quiser ter o registro aprovado e poder disputar as eleições municipais de 2020, o partido em formação precisa apresentar, até mês que vem, 491,9 mil assinaturas consideradas válidas pelo TSE. Até ontem, o Aliança tinha 7.746 assinaturas consideradas válidas, conforme dados fornecidos pelo tribunal.

Conforme o senador, mais de 91 mil fichas com assinaturas já foram enviadas ao TSE e 16% foram consideradas inaptas. "Em grande parte pelo fato de o apoiador constar para a Justiça Eleitoral como filiado a algum outro partido", diz nota divulgada pela assessoria do senador.

Segundo uma regra criada na reforma eleitoral de 2015, exige-se que, para apoiar a criação de uma nova sigla, o eleitor não pode estar filiado a nenhuma outra legenda. Em julgamento de uma ação proposta pelo PROS, na quarta-feira passada, o Supremo Tribunal Federal (STF), por 9 votos a 1, reafirmou o entendimento.

Em meio à dificuldade de criar seu próprio partido, Bolsonaro comentou ontem que não deve apoiar candidatos a prefeito no primeiro turno nas eleições municipais deste ano. "Pretendo não participar no primeiro turno de qualquer candidatura entre os quase 6 mil municípios do Brasil", disse.

No entanto, o presidente poderá, disse ele, apoiar candidatos a vereador. "No tocante a vereador, eu tenho um amigo ou outro por aí, vou dar uma força para eles nisso aí", disse.

O primeiro turno das eleições municipais está marcado para 4 de outubro. O segundo está marcado para o dia 25 do mesmo mês.