Os filmes brasileiros mais premiados da década

'Bacurau' agradou o público (Reprodução/IMDb)

O cinema brasileiro teve uma década produtiva e com diversos lançamentos de sucesso, tanto de público (com comédias que levaram milhões aos cinemas) quanto de crítica, recebendo inúmeros elogios da mídia especializada no Brasil e no mundo, conquistando diversos prêmios. Drama, ação, ficção, documentário, animação...

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Confira alguns dos filmes brasileiros mais premiados na década (de 2010 a 2019).

Bacurau (2019)

Um filme que movimentou os cinemas brasileiros no final da década, sem dúvidas foi ‘Bacurau’. O longa, que foi dirigido por Kleber Mendonça Filho e  Juliano Dornelas, foi o Vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2019 – além de ter sido também premiado como Melhor Filme nos festivais de cinema de Munique e de Lima. O longa traz uma história que mistura diversos elementos, como drama, faroeste, ficção científica e fantasia, com crítica social como pano de fundo, em referência ao Brasil atual – apesar de ter tido o roteiro escrito há 10 anos. Destaque para as atuações viscerais de Silvero Pereira e Sônia Braga.

A Vida Invisível (2019)

Outro filme brasileiro que tomou conta dos cinemas nacionais (e das premiações internacionais) em 2019 foi ‘A Vida Invisível’, que estreou no país em novembro. Com uma narrativa envolvente, é sensível, forte, intenso e delicado ao mesmo tempo ao retratar a relação e a trajetória de duas irmãs no final dos anos 1950. O longa ganhou o prêmio Um Certain Regard no Festival de Cannes de 2019 e o prêmio CineCoPro do Festival de Munique. Em meio a dilemas, o filme mostra o quanto as mulheres sofrem com a organização patriarcal da sociedade. Dirigido por Karim Aïnouz, traz belíssimas atuações de Julia Stockler e Carol Duarte, e ainda conta com a participação especial de Fernanda Montenegro.

Democracia em Vertigem (2019)

O documentário dirigido pela brasileira Petra Costa estreou no Festival de Sundance, nos Estados Unidos e agitou o Brasil logo no primeiro semestre de 2019, quando foi lançado na Netflix. O filme entrou para a lista de melhores filmes do ano de veículos como o ‘The New York Times’ e o ‘The Guardian’, que apontaram como uma aposta certa para o Oscar 2020. Tanto, que o filme acabou de ser pré-selecionado para a categoria Documentário de Longa-metragem. Este ano, o filme já ganhou o prêmio de melhor documentário pela APCA.

Aquarius (2016)

O filme, também do diretor Kleber Mendonça e que contou com Sônia Braga como protagonista, foi indicado à Palma de Ouro do Festival de Cannes em 2016, mas infelizmente não levou o prêmio naquele ano. Mas saiu vencedor como Melhor Filme nos Festivais de Cinema de Sidney, de Lima, de Amsterdã e de outros. Além de ter sido incluído nas listas de melhores filmes de 2016 de diversos críticos brasileiros e estrangeiros.

Que Horas ela Volta? (2015)

O filme dirigido por Anna Muylaert é protagonizado pela atriz e apresentadora Regina Casé. Estreou na Europa no Festival de Cinema de Berlim de 2015, onde ganhou o Prêmio do Público de Melhor Ficção na Mostra Panorama. No Festival de Sundance, nos Estados Unidos, o filme foi indicado ao Grande Prêmio do Júri e as atrizes Regina Casé e Camila Márdila, que interpreta sua filha no longa, dividiram o prêmio especial do júri de Melhor Atriz.

O Menino e o Mundo (2014)

‘O Menino e o Mundo’ é uma animação brasileira escrita e dirigida por Alê Abreu. Foi um sucesso mundial, vendida para mais de 80 países e foi um dos cinco indicados ao Oscar de Melhor filme de Animação do Oscar 2016. Conta a história de Cuca, um menino que vive em uma pequena aldeia que, com saudade do pai que foi buscar trabalho, sai mundo afora para procurá-lo. Mas em sua jornada, vê uma sociedade marcada pela pobreza, exploração de trabalhadores e falta de perspectivas. Ganhou o prêmio de Melhor Longa no Festival de Animação de Annecy, na França (maior premiação do setor), ganhou também o Festival de Animação de Lisboa, e outros 34 prêmios

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2014) 

O filme foi escolhido o melhor da mostra Panorama do Festival de Berlim pelo voto da crítica e ganhou o prêmio Teddy, destinado a longas com temática homossexual, no mesmo festival, em 2014. O longa de Daniel Ribeiro também ganhou o prêmio de Melhor Filme na escolha do público no Festival de Cinema de Guadalajara e levou o troféu em festivais especializados em produções LGBT em Honolulu, Los Angeles, Nova York, São Francisco e Torino.