Filme sobre caso Richthofen terá Allan Souza Lima no papel de Cristian Cravinhos

***ARQUIVO***TREMEMBÉ, SP, 11.10.2017: SUZANE-RICHTHOFEN - Suzane Louise von Richthofen, condenada pela morte dos pais em 2002, deixa o presídio feminino de Tremembé (SP) para passar o 12 de outubro, Dia das Crianças, com sua família. (Foto: Marcelo Gonçalves/Sigmapress/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) = O ator Allan Souza Lima, 33, foi escalado para interpretar Cristian Cravinhos em "A História da Menina que Matou os Pais", filme que aborda o caso Richthofen. O longa de Maurício Eça deve chegar aos cinemas em 2020 e é protagonizado por Carla Diaz, no papel de Suzane Von Richthofen.  

Suzane cumpre pena de 39 anos de prisão acusada de tramar a morte dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, ao lado do então namorado, Daniel Cravinhos, e o irmão dele, Cristian, em outubro de 2002.

"Sim, darei vida a esse real personagem Cristian Cravinhos no filme 'A menina que matou os pais'. O filme foi baseado nos autos do processo do caso Richthofen", escreveu Allan Souza Lima, em seu perfil no Instagram. 

Em entrevista ao blog do Leo Dias, no UOL, o ator falou sobre o processo de caracterização para o papel, que envolveu emagrecer. Além disso, ele terá que usar tatuagens falsas durante as gravações. "Estou quase com 6 kg a menos do meu habitual para encarar esse personagem. Além desse processo de emagrecimento, existem as tatuagens no processo de caracterização, são 11 no total. Fora isso terei cabelo baixo, barba por fazer. Tudo muito cuidadoso e baseado nos autos do processo", afirmou.

Lima, que também está na novela "Órfãos da Terra" (Globo) como Youssef Abdallah, fez questão de dizer que não teve contato com Cristian. "Nenhum de nós atores tivemos contato com os envolvidos. Eles não têm qualquer tipo de envolvimento com o filme. Ninguém da produção falou com eles. A história é toda baseada nos autos do processo. Tirei dali o que eu precisava com a orientação da equipe."

Ele revelou ainda que o filme começa três anos antes do crime, quando Suzane e Daniel se conheceram, e vai até a prisão dos envolvidos. "O que me instigou a embarcar nesse universo foi o fato de querer entender esse processo psicológico que leva um ser humano desde a ideia até a execução do fato", afirmou. 

O CRIME

Suzane von  Richthofen é ré confessa no assassinato dos pais, Manfred e Marisa von Richtofen, uma família de classe média alta de São Paulo. Ela e Daniel Cravinhos se conheceram em agosto de 1999 e começaram um relacionamento sem o apoio das famílias, principalmente dos Richthofen, que proibiram o namoro. Suzane, Daniel e Cristian então criaram um plano para simular um latrocínio e assassinar o casal Richthofen, pensando também na herança de Suzane.

No dia 31 de outubro de 2002, Suzane abriu a porta da mansão da família em São Paulo para que os irmãos Cravinhos pudessem acessar a residência. Depois disso eles foram para o segundo andar do imóvel e mataram Manfred e Marisa. Suzane e Daniel Cravinhos foram condenados a 39 anos e 6 meses de prisão; Cristian Cravinhos foi condenado a 38 anos e 6 meses de reclusão.

O IRMÃO

Há dois anos, Andreas von Richtofen, então com 29 anos, único irmão de Suzane, foi encontrado em condições precárias, tentando pular o muro da casa de um familiar no Morumbi. Segundo relatos dos policiais que o encontraram, ele aparentava estar em estado de surto pelo uso de drogas, o que não foi encontrado com ele na ocasião. O menino, muito próximo da irmã até o crime, visitou-a uma única vez na prisão e nunca mais quis conversar com ela. 

Enquanto esteve sob os cuidados do único tio materno, Miguel Abdalla, Andreas terminou seus estudos no colégio Vértice, um dos mais renomados de São Paulo. Cursou farmácia e bioquímica na Universidade de São Paulo entre 2005 e 2009. Ingressou no doutorado em química orgânica em 2010 na mesma universidade e recebeu bolsa de estudos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.