Filme de Cannes sobre hospital sobrecarregado mira França de Macron

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CANNES, França (Reuters) - Em um hospital onde médicos sobrecarregados precisam lidar com um fluxo de manifestantes feridos, o filme francês de humor ácido "The Divide" apresenta uma fotografia das tensões sociais na França que se tornou ainda mais relevante desde a pandemia de Covid-19, afirmou sua diretora neste sábado no festival de cinema de Cannes.

O filme gira em torno de personagens que percorrem caminhos diferentes na vida --como um motorista de caminhão infeliz e um cartunista de Paris-- que se encontram em um hospital, no contexto dos protestos dos "Coletes Amarelos" contra o governo.

Os protestos, que começaram em 2018 como um movimento contra o alto custo de vida e às vezes se tornaram conflitos violentos com a polícia, arruinaram o segundo ano do mandato do presidente francês, Emmanuel Macron.

Questionada sobre o que diria a Macron se tivesse a chance, a diretoria Catherine Corsini, que frequentou hospitais e conversou com os "Coletes Amarelos" para preparar o filme, disse que acima de tudo defenderia os hospitais.

"Eu lhe diria para dobrar os salários de todos os funcionários da saúde", disse Corsini em entrevista coletiva.

O filme foi concebido antes da pandemia de coronavírus, embora a filmagem tenha sido realizada em meio ao lockdown, acrescentando dificuldades ao elenco e à equipe, que tiveram que usar máscaras e encontrar novas ambientações, disseram os produtores.

A premissa é ainda mais relevante agora, acrescentou Corsini, com os hospitais sofrendo pressões adicionais.

(Reportagem de Sarah White)

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