Filme brasileiro '33421' é premiado em competição de curtas-metragens em Cannes

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LOS ANGELES, EUA (FOLHAPRESS) - O curta "33421", do paulista Bruno Martins, de 42 anos, é um dos vencedores do Nespresso Talents 2021 em competição de curtas que acontece paralelamente ao Festival de Cannes e que teve sua premiação nesta sexta (9). E você pode ver o filme ganhador da categoria Member Awards neste player, disponível por 48 horas.

Apoiada pela Semana da Crítica, mostra paralela do Festival de Cannes dedicada a novos cineastas, a Nespresso Talents recebeu quase mil trabalhos de 60 países diferentes. O brasileiro "33421" foi um dos 15 selecionados para a etapa final.

O filme de Martins tem a duração de três minutos e um formato vertical, regras estabelecidas pelo concurso. Ele resume o trabalho de Hélio da Silva, gerente comercial que, por vontade própria, em 2003, começou a plantar árvores à beira do rio Tiquatira, na zona leste de São Paulo, e terminou criando o primeiro parque linear da cidade, hoje com 33.421 árvores, razão do título do curta.

"Estava vendo o Globo Repórter e um dos blocos era sobre a história de Hélio", afirma o diretor sobre seu contato com o personagem, em abril passado.

"Fiquei impressionado com a dimensão do que ele havia feito. Entrei em contato em dois dias e ele aceitou conversar. Fizemos tudo em um sábado, sem orçamento."

Formado em publicidade pela Anhembi Morumbi, em 2005, e ex-estudante da Academia Internacional de Cinema, Bruno Martins tinha algumas cenas elaboradas antes de filmar no local da plantação, como a cena aérea com um drone e uma tomada quase subterrânea.

"Mas a grande dificuldade de um filme de três minutos é o desapego", conta ele, que teve 85 minutos de entrevista com Hélio da Silva. "Ele é muito carismático e adora contar a história."

Entre a concepção da ideia e a entrega do curta para a competição, Martins levou uma semana na produção. Em junho, recebeu a notícia de que era um dos finalistas mundiais e que teria a viagem e estada pagas para fazer parte do Festival de Cannes, que começou na terça (6).

Por causa da quarentena obrigatória de dez dias na França para quem chega do Brasil, a presença do diretor brasileiro ficou inviável.

"Eles se esforçaram, mas não poderia ficar dez dias trancado num quarto de hotel para participar de um evento e voltar", diz o cineasta, que sonhava em passar alguns dias vendo filmes da Semana da Crítica. "Fiquei decepcionado. Tomei minha vacina nesta semana, mas não era o momento."

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