Filho do escritor Moacyr Scliar, fotógrafo de 40 anos é encontrado morto em casa no RS

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RESUMO DA NOTÍCIA

  • Foi encontrado morto nessa sexta (28), em sua casa, em Nova Petrópolis (87 Km de Porto Alegre), o fotógrafo Roberto Scliar, 40, filho do escritor gaúcho Moacyr Scliar (1937-2011).

  • Roberto foi encontrado após vizinhos acionarem o Corpo de Bombeiros em função do mau cheiro vindo da residência dele. O corpo estava em estado avançado de decomposição.

Foi encontrado morto nessa sexta (28), em sua casa, em Nova Petrópolis (87 Km de Porto Alegre), o fotógrafo Roberto Scliar, 40, filho do escritor gaúcho Moacyr Scliar (1937-2011), autor de mais de 70 livros e eleito em 2003 para a Academia Brasileira de Letras (ABL).

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Segundo reportagem do portal UOL, Roberto foi encontrado após vizinhos acionarem o Corpo de Bombeiros em função do mau cheiro vindo da residência dele. O corpo estava em estado avançado de decomposição em um cômodo que servia de escritório. Ele morava sozinho, era solteiro e deixa uma filha de três anos.

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Ao portal, a Polícia Civil informou que a casa não tinha sinais de arrombamento nem de pertences levados. Também não havia indícios de violência no corpo do fotógrafo. As causas da morte serão investigadas e um laudo ficará pronto em até 30 dias pelo Departamento Médico Legal (DML) de Caxias do Sul, cidade para onde a perícia encaminhou o corpo.

Um amigo próximo do fotógrafo, o professor de artes marciais Valdemar Zummach disse que a vítima não costumava falar com amigos sobre sua vida pessoal e sempre buscava se manter em boa saúde.

"Ele praticava o taekwondo havia dois anos comigo e desde então criamos uma amizade. Trocávamos mensagens e brincadeiras. Alunos meus me informaram da situação de ontem. Ele era muito tranquilo, não abria sobre sua vida pessoal justamente por ser uma pessoa pública. A imagem que fica é de uma pessoa batalhadora e perseverante, principalmente sobre a saúde dele, algo que sempre cuidava", declarou Zummach ao portal.

Nas redes sociais, demais amigos também lamentaram a morte do fotógrafo. O jornalista Aiton Ortiz, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, lembrou que Roberto foi o autor das fotos que ilustraram um de seus livros. "Coisa mais triste. O Beto me acompanhou na expedição ao Egito e fez as fotos do meu livro Egito dos Faraós", postou.

"Moacyr dedicava várias crônicas ao filho em sua coluna no [jornal] Zero Hora, ao qual chamava de 'Beto, o Terrível', e nós acompanhávamos suas travessuras ao vivo", lembrou Luiz Paulo Faccioli, escritor gaúcho.