Filho de Astrid Fontenelle escreve carta emocionante para Títi e Bless

Gabriel Fontenelle de Brito, filho da apresentadora Astrid Fontenelle, escreveu uma carta para consolar Títi e Bless após as crianças serem vítimas de racismo em Portugal. Emocionada, Astrid contou no "Encontro" que o adolescente de 14 anos sentiu a dor dos filhos de Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso.

“Eu me emociono muito porque, no sábado, quando o Gabriel viu o que tinha acontecido, ele virou para mim e falou assim: ‘Mamãe, posso escrever uma carta para a Títi e para o Bless?’", iniciou Astrid.

“Eu mandei para o Bruno, e a carta, segundo o Bruno, foi o momento em que ele chorou, conseguiu chorar, porque foi ver o quanto aquilo dói ainda para o Gabriel, porque dói em mim, mas dói nas crianças”, completou a apresentadora do GNT.

Embora não tenha levado a carta para o "Encontro", Astrid contou o que o filho transmitiu para Títi e Bless no texto. “Ele tenta falar para eles que não é com eles, é com todos, que isso vai acontecer outras vezes, que as pessoas precisam saber o que acontece dentro da cabeça de uma criança, que ele sabe o que está acontecendo dentro da cabeça deles, mas que, no final, a cor da pele não define nada além da sua beleza”, declarou.

Entenda o caso que envolveu a família Gagliasso

Em vídeos divulgados nas redes sociais no último sábado (30), Giovanna Ewbank aparece discutindo com uma mulher que foi racista com seus filhos. Segundo a assessoria da artista, a mulher em questão xingou Títi, Bless e uma família de turistas angolanos que estavam em um restaurante na Costa da Caparica. Ela pedia que eles saíssem do restaurante e voltassem para a África, além de chamar as crianças de "pretos imundos".

Nas imagens, Giovanna chama a mulher de "racista nojenta" e diz que ela "merecia levar uma porrada". A racista foi levada escoltada pela polícia. Ewbank e Gagliasso ainda prestarão queixa formalmente na delegacia portuguesa.

O casal comentou o ocorrido em entrevista ao "Fantástico". Giovanna confirmou que reagiu aos ataques e pontuou seu privilégio branco na estrutura racista do país.

“Sei que eu, como mulher branca indo lá confrontá-la, a minha fala vai ser validada, não vou sair como a louca, a raivosa, como acontece com tantas outras mães pretas que são leoas todos os dias assim como eu fui neste episódio. Mas que são invalidadas, são vistas como loucas’’, disse ela, contando, enquanto chorava, que foi a primeira vez que Títi a viu reagir dessa maneira.

“Foi a primeira vez que a minha filha me viu combatendo o racismo de frente, porque a gente fala muito sobre isso com eles, mas ela nunca tinha me visto combatendo de frente como foi feito. Ela ficou muito assustada e ao mesmo tempo se sentiu protegida e forte, sabe, Maju? O Bless não percebeu muita coisa porque ele estava brincando, mas a Títi entendeu tudo".

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