Filho da Gaiola: MC Kevin o Chris é o cara do momento no funk

MC Kevin o Chris, um dos principais nomes do funk carioca (Reprodução/Instagram)

Por Lucas Baranyi (@_baranyi)

Poucos artistas devem gostar tanto do Baile da Gaiola, no Rio de Janeiro, quanto Kevin o Chris. E se você não conhece o cantor pelo nome, com certeza já foi impactado por alguns de seus hits: Dentro do Carro (com o sensacional sample de ‘Day Tripper’, dos Beatles), Eu Vou Pro Baile da Gaiola, Finalidade Era Ficar Em Casa e Tu Tá na Gaiola são algumas das canções que já tomaram conta dos sons automotivos, festas de funk e ‘rolês’ em geral – e, juntas, formam um medley que é sério concorrente a hit de carnaval.

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Conseguimos um pouco do tempo do carioca, que está com a agenda lotada e dividida entre apresentações ao-vivo e a gravação de músicas com grandes nomes da cena, para entender um pouco o sucesso, os caminhos do funk e o próprio Baile da Gaiola.

Como o funk entrou na sua vida – e como você entrou no funk?

Fui em uma disputa de som automotivo, vi um DJ tocando ao vivo, me impressionei e fui atrás do bagulho.

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Você está com duas músicas no Top 50 do Spotify atualmente – e é certo que alguns dos seus hits são fortes concorrentes para hit do Carnaval.

Eu acho que a parada do Carnaval vai ser a parada que vai vir do nada, não sei muito. Acredito que a do bigodin [Vamos pra Gaiola, lançada em janeiro, já tem 5 milhões de reproduções] vai vir forte. E tô muito feliz de estar com as músicas no topo.

Fiquei sabendo que tem música com Anitta, Luccas Carlos e Felipe Ret vindo. Você já gravou com Nego do Borel e WM. Se você pudesse escolher uma parceria dos sonhos, com quem seria? Vale qualquer pessoa de qualquer época.

Eu gravaria uma música com o MC Buiú [falecido em 2009, em um acidente de moto].

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Um desafio: Dentro do Carro, Eu Vou Pro Baile Da Gaiola, Finalidade Era Ficar Em Casa ou Tu Tá Na Gaiola: qual tua favorita e por quê?

Eu Vou Pra Gaiola! Foi a música que mudou minha carreira, o grande divisor de águas.

Como você definiria o Baile da Gaiola, no Complexo da Penha, em poucas palavras?

Eu vou definir em uma palavra só: nostalgia. Um verdadeiro puteiro também, que até botei na minha música (risos).

Como você enxerga a diferença de estilos entre o funk mineiro, paulista e carioca?

O beat, a levada das músicas e o BPM (Batidas por Minuto)!

Existe um preconceito forte com o funk até os dias de hoje, em que muita gente diz que o gênero não é “música”. Como você encara a importância dele – para a música em geral e para as comunidades?

A gente que vem da favela tem outra visão da vida, tá ligado? Quando a gente tá na comunidade, fala o que vê e vive. A gente não nasceu num apê em frente à Barra. A gente escreve o que vê. O funk assumiu a cena da favela, pelo ritmo quente e dançante. É a realidade pura.

Tem alguma novidade que vai chegar em breve pensada especialmente para o Carnaval?

Tenho novidades para 2019. Parceria com muita gente bacana na cena. Tá vindo clipe com Nego Blu, e muita gente que eu até acabo esquecendo! (risos)

Quem mais te influenciou na caminhada do funk e quais são tuas apostas para o futuro do gênero – dentro e fora do 150 BPM?

Não tem uma pessoa certa que influenciou, e sim muitas influências. Rapaziada antiga, rapaziada que chegou agora, rapaziada de São Paulo. E minha aposta para o funk é o MC Alisson, o cara que eu mais acredito hoje em dia.

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