Filha de Bruce Lee detona Tarantino: "cansada de homens brancos"

·3 minuto de leitura
Shannon Lee e Quentin Tarantino (reprodução/Getty Images)
Shannon Lee e Quentin Tarantino: filha de Bruce Lee viu racismo em "Era Uma Vez em... Hollywood" (reprodução/Getty Images)

Resumo da notícia:

  • Shannon Lee, filha de Bruce Lee, voltou a detonar Quentin Tarantino em coluna escrita para o Hollywood Reporter

  • Depois de criticar a representação de Lee em "Era Uma Vez em... Hollywood", Shannon agora respondeu à acusação do cineasta que o ator maltratava dublês

  • "Estou cansada pra c*ralho de homens brancos em Hollywood tentando me dizer quem era Bruce Lee", disse ela

Shannon Lee, filha de Bruce Lee, voltou a detonar Quentin Tarantino publicamente. Após criticar a representação do seu pai em "Era Uma Vez... Hollywood" (2019), ela agora não gostou de ver o diretor dizer que o ator sino-americano maltratava dublês quando vivo.

 "Bruce não tinha nada além de desrespeito pelos dublês. Ele estava sempre batendo neles com os pés, estava sempre pegando — chama-se marcação quando você atinge um dublê de verdade", disse Tarantino recentemente ao podcast Joe Rogan Experience.

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A resposta de Lee veio em formato de texto. Em coluna para o Hollywood Reporter, ela reagiu de forma acintosa: "estou cansada pra c*ralho de homens brancos em Hollywood tentando me dizer quem era Bruce Lee", disse ela.

Contextualizando a sua fala, ela começa lembrando a cena do filme em que Bruce Lee, interpretado por Mike Moh, perde uma briga para Cliff, o dublê interpretado por Brad Pitt, após se gabar da sua força.

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"Como vocês já sabem, a forma como Bruce Lee foi retratada em 'Era uma vez em... Hollywood' pelo Sr. Tarantino, na minha opinião, foi pouco fiel e desnecessária, para dizer o mínimo", afirmou ela, eximindo Moh de culpa.

"Estou cansada de ouvir de homens brancos de Hollywood que ele era arrogante e um c*zão, quando eles não têm ideia e não conseguem entender o que pode ter sido necessário para conseguir trabalho em Hollywood nos anos 1960 e 1970 como um homem chinês", afirmou ela.

Shannon ainda destacou como era difícil ter um sotaque estrangeiro e ser um astro não-branco em Hollywood na época de Bruce Lee, morto em 1973, com apenas 33 anos, vítima de um edema cerebral.

"Estou cansada de homens brancos de Hollywood confundindo sua confiança, paixão e habilidades por arrogância e, logo, achando necessário marginalizá-lo, assim como suas contribuições", escreveu Shannon.

"Estou cansada de homens brancos de Hollywood acharem muito desafiador acreditar que Bruce Lee pode ter sido bom no que ele fazia e que talvez sabia fazê-lo melhor que eles", continuou.

"Estou cansada de ouvir de homens brancos de Hollywood que ele não era um lutador de artes marciais e que só fazia isso para os filmes. Meu pai vivia e respirava artes marciais. Ele ensinava artes marciais, escrevia sobre artes marciais, criava sua própria arte marcial", reforçou. 

Ela voltou a criticar o filme, apesar de entender o Tarantino tentou fazer na polêmica cena. "Eu entendo o que o Sr. Tarantino estava tentando fazer. De verdade. Cliff Booth é um f*dão e consegue meter a porrada no Bruce Lee. Desenvolvimento de personagem. Eu entendo", escreveu Shannon.

 "Eu só acho que ele poderia ter feito isso de uma maneira muito melhor. Mas, em vez disso, a cena que ele criou foi apenas uma destruição desinteressante de Bruce Lee, quando não precisava ser. Foi a Hollywood branca tratando Bruce Lee como, bem, a Hollywood branca o tratou - como um estereótipo dispensável", afirmou ela.

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Ao finalizar o texto, ela se dirigiu diretamente ao diretor. "Sr. Tarantino, você não precisa gostar do Bruce Lee. Eu realmente não me importo se você gosta dele ou não. Você fez o seu filme e agora, claramente, você está promovendo um livro", escreveu.

"Mas pelo interesse de respeitar outras culturas e experiências que você talvez não entenda, eu encorajaria você a evitar fazer mais comentários sobre Bruce Lee e reconsiderar o impacto de suas palavras em um mundo que não precisa de mais conflitos e menos heróis culturais", completou.

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