Filha de artistas e "pupila" de Titã: conheça Maria Maud além de "Dengo"

Maria Maud em clipe musical. Foto: Reprodução/Youtube
Maria Maud em clipe musical. Foto: Reprodução/Youtube

Resumo da notícia:

  • Voz feminina de "Dengo", Maria Maud vem de convivência artística desde a infância

  • Em entrevista ao Yahoo, a cantora da trilha de "Travessia" abre curiosidades de sua vida

  • Jovem de 21 anos fala de influências e trabalhos

Com um ano de idade, Maria Maud (que se pronuncia Môd e é nome composto) já estava inscrita em uma aula de iniciação musical e, duas décadas depois, a jovem cantora se encontra na trilha sonora da mais nova novela das nove. Ela é a voz feminina da versão de "Dengo", hit de João Gomes, para "Travessia".

Aos 8, Maria já fazia aula de violão, aos 11, começou a estudar canto, aos 15, aprendia a tocar piano e nunca mais parou de viver da música. Convidada por Gloria Perez para produzir a canção, a carioca de 21 anos conta ao Yahoo mais detalhes de sua história além do bem-sucedido tema de Chiara (Jade Picon) e Ari (Chay Suede) na novela.

Escuto música o dia inteiro. É minha vida. Não me imagino sem. É como se fosse um remédio, uma terapia. Amo muito. É uma paixão”Maria Maud

Filha de Claudia Abreu e José Henrique Fonseca

Maria não nega as raízes artísticas, já que tem grandes nomes do entretenimento brasileiro dentro de casa. Filha da atriz Cláudia Abreu e do cineasta José Henrique Fonseca, ela conta como foi estimulada musicalmente desde pequena.

“Meus pais sempre me incentivaram muito desde bebê. Eu tinha 1 ano e minha mãe, intuitivamente, me colocou numa aula de iniciação musical para bebê. Ela ficava comigo no colinho tocando pandeiro e tudo mais”, relembra a artista.

A cantora ainda os define como seus melhores amigos e reconhece a influência na sua familiaridade com o universo musical. "A gente é uma família muito unida. Meus pais escutavam músicas que eu curtia muito e hoje eu consigo entender que desde criança tinha aquilo [ligação com a música]”

Este conteúdo não está disponível devido às suas preferências de privacidade.
Para vê-los, atualize suas configurações aqui.

Festa de 9 anos dos Beatles

Questionada sobre o momento em que soube que seria cantora, Maria ressalta como sua vida sempre foi inspirada pela música. Inclusive, aos 9 anos, ela decidiu que seu aniversário seria uma festa temática dos Beatles. E não era pela estética do submarino amarelo ou pela bandeira do Reino Unido, mas por ser extremamente fã do repertório do grupo britânico.

"Todo mundo fazia 'Alice no País das Maravilhas', baladinha e eu lembro que falei que queria os Beatles. Foi no playground do prédio em que eu morava e teve até um cover dos Beatles", relembra. "Meus amigos odiaram e pediam para colocar 'Black Eyes Peas' e eu pedia para parar”, acrescenta.

Ela ainda conta que chegou a pedir para o DJ colocar o clássico "When I'm Sixty Four" e ele não conhecia, mas o fez tocar mesmo assim. "Estava triste porque estava todo mundo cantando ‘I Gotta Feeling’ [hit da época] e eu não estava nessa vibe”, brinca.

Pupila de Malu Mader e Tony Bellotto

Além da família e dos professores Marcelo de Sá e Beth, apontados como seus mestres na música, Maria faz questão de exaltar um casal bastante conhecido pelo público. Segundo ela, a atriz Malu Mader e o músico Tony Bellotto, integrante dos Titãs, foram os seus maiores incentivadores para seguir na música. "Malu é minha madrinha praticamente, tenho uma relação de mãe e filha com ela e com o Tony também. A gente é muito unido todo mundo", declara.

Inclusive, a pupila dos dois artistas é aposta deles desde pequena. "O Tony me deu a minha primeira guitarra. E, uma vez, a gente estava viajando num sítio da Malu, eu comecei a cantar 'Rolling in the Deep', da Adele, ela parou todo mundo para me ouvir cantar, quando eu tinha uns 10 anos", relembra.

Música em "Bom Dia, Verônica"

Sabia que não é a primeira vez em que Mari Maud está nos créditos de uma grande produção? Também compositora, ela escreveu a faixa "584" e a gravação acabou integrando a trilha sonora da segunda temporada de "Bom Dia, Verônica".

A jovem pontua como suas composições costumam ser uma forma de exteriorizar seus sentimentos e que esse foi o caso da canção presente na série criminal da Netflix. "[584] É sobre um momento muito ruim que eu passei e o jeito que eu consegui me expressar é escrevendo a música", explica.

"É emocionante de ver [na mídia]. Eu abri o TikTok e vi que uma pessoa postou um vídeo da '584' com remix e eu estava tão mal naquela época [quando escreveu], como que eu ia imaginar [que seria trilha sonora]?"