Festival de Veneza 2022 começa com Harry Styles e Timothée Chalamet canibal

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma das principais vitrines para os filmes que pretendem trilhar carreira no Oscar, o Festival de Veneza dá início, nesta quarta-feira, à sua 79ª edição, levando ao tapete vermelho da cidade italiana uma mistura de estrelas pop e veteranos da indústria.

Os queridinhos Harry Styles e Florence Pugh, por exemplo, devem abrilhantar o Lido na sessão de gala de "Não Se Preocupe, Querida", que é hors concours. Já Timothée Chalamet estará em competição com "Bones and All", nova parceria com o cineasta Luca Guadagnino.

Também não vai faltar espaço para gente mais carimbada nos festivais europeus, como Cate Blanchett, protagonista de "Tár", Laura Dern, de "The Son", Christoph Waltz e Willem Dafoe, de "Dead for a Dollar" e, claro, a presidente do júri, Julianne Moore.

Ela encabeça um comitê formado ainda pelos diretores Mariano Cohn, Leonardo Di Costanzo, Audrey Diwan e Rodrigo Sorogoyen, pela atriz Leila Hatami e pelo autor, roteirista e vencedor do prêmio Nobel Kazuo Ishiguro.

Ao todo, 23 longas competem pelo Leão de Ouro, prêmio máximo do festival, na mostra competitiva. Entre os títulos com pretensão de aparecer na corrida pelo Oscar mais tarde estão "Blonde", cinebiografia de Marilyn Monroe estrelada por Ana de Armas, "The Banshees of Inisherin", em que Martin McDonagh dirige Colin Farrell, e "Bardo (o Falsa Crónica de unas Cuantas Verdades)", que marca o retorno de Alejandro Iñárritu ao México depois de vencer quatro estatuetas hollywoodianas.

"Bones and All" reúne o time de "Me Chame pelo Seu Nome", Chalamet e Guadagnino, numa trama sobre um amor juvenil nos Estados Unidos de Ronald Reagan. O personagem do galã que se tornou figura onipresente nas telas, no entanto, é um canibal, como se sabe pelo livro homônimo de Camille DeAngelis.

Já "The Son" é o novo drama familiar de Florian Zeller, que escalou Hugh Jackman, Laura Dern, Vanessa Kirby e Anthony Hopkins para formarem uma família que desmorona após uma série de acontecimentos, e "Ruído Branco" traz Adam Driver, Greta Gerwig e Don Cheadle na adaptação de Noah Baumbach para o livro de Don DeLillo.

Outro com pretensão de chegar ao Oscar é "The Whale", filme de Darren Aronofsky que chocou os fãs com as próteses e maquiagens que o protagonista Brendan Fraser usou para viver um pai que precisa se reconectar com a filha, personagem de Sadie Sink, de "Stranger Things".

Estão na competição, ainda, o já mencionado "Tár"; os italianos "Il Signore delle Formiche", "Monica" e "Chiara"; os franceses "Athena", "Saint Omer", "Les Miens", "Les Enfants des Autres" e "Un Couple"; o japonês "Love Life", e os iranianos "Beyond the Wall" e "No Bears", novo trabalho de Jafar Panahi, que recentemente foi sentenciado a seis anos de prisão por fazer críticas ao governo local.

Também devem levar estrelas do alto-escalão a Veneza "L'Immensità", protagonizado por Penélope Cruz, "Argentina, 1985", com Ricardo Darín, e "The Eternal Daughter", que tem Tilda Swinton. A seleção fica completa com o documentário "All the Beauty and the Bloodshed".

Fora da competição principal, vale mencionar a presença dos cineastas Lav Diaz, Paul Schrader e Sérgio Tréfaut.

Com sessões até o dia 10 de setembro, o Festival de Veneza entra em conflito, em sua reta final, com o de Toronto, que acontece entre os dias 8 e 18 do mesmo mês. Juntos, os eventos são dois dos termômetros mais precisos para o Oscar.

Na última década, "Nomadland" e "A Forma da Água" venceram o Leão de Ouro antes de abocanhar a estatueta de melhor filme do prêmio de Hollywood. Já o canadense People's Choice Award foi parar nas mãos do mesmo "Nomadland" e de "Green Book - O Guia".